O BTG Pactual elevou a recomendação para as ações da Ambev (ABEV3) de neutra para compra e subiu o preço-alvo de R$ 17 para R$ 20, o que representa um potencial de alta de 21,95% ante o fechamento de ontem.
Publicidade
O BTG Pactual elevou a recomendação para as ações da Ambev (ABEV3) de neutra para compra e subiu o preço-alvo de R$ 17 para R$ 20, o que representa um potencial de alta de 21,95% ante o fechamento de ontem.
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Em relatório, o banco destaca que, durante anos, sustentou uma postura cautelosa em relação ao papel, mesmo em diferentes momentos em que o mercado voltou a apostar em recuperação da marca Skol, em estratégias de “impulsos premium” e em trimestres de recomposição de margem.
Agora, a revisão se deve ao que o BTG considera uma melhora na capacidade da companhia de impor preços, apoiada em um portfólio que a concorrência não consegue igualar e que parece finalmente estar dando frutos.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
Os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla destacam que, pela primeira vez em mais de uma década, a Ambev dá sinais de retomada de participação de receita no mercado de cerveja no Brasil. Eles pontuam que a marca Heineken, após uma notável trajetória de 15 anos, mostra sinais de maturidade de ciclo.
O banco ressalta ainda que o poder de precificação explicou cada capítulo da história de valor da empresa: a “era de ouro”, com 1,5 ponto porcentual ao ano de preços reais entre 2005 e 2015, e a “década perdida”, com preços reais ficando negativos até 2020.
Com o portfólio reconstruído e com a Heineken aparentemente se aproximando dos limites de uma estratégia premium de marca única, a Ambev recuperou protagonismo de preços em 2025 e no começo de 2026, destaca o BTG. À frente, o banco calcula que a Ambev vai capturar 1,4 ponto porcentual ao ano de precificação real no segmento de cerveja no Brasil nos próximos anos.
Os analistas ressaltam também que o retorno sobre o capital investido (ROIC) da companhia se recuperou para 31% em 2025 e que seu modelo projeta 37% até o fim da década, entrando na faixa de 35% a 40% que, segundo o banco, separa um múltiplo de “cervejaria global” de um múltiplo “premium”.
Publicidade
O banco afirma ainda que essa expansão seria quase inteiramente explicada por giro de ativos: o capital investido ficaria essencialmente estável até 2030, enquanto a receita cresceria por preço e mix em termos reais.
O relatório também diz ver o risco de queda “amortecido” por caixa líquido e por um dividend yield de 7%, que poderia subir com a continuidade de recompras de ações, além de um payout de 100%. Por retorno total ao acionista, o BTG afirma que a Ambev provavelmente oferece uma proposta melhor do que a maior parte de sua cobertura de alimentos e bebidas.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.
Invista em informação
As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador