O BTG Pactual rebaixou a recomendação para as ações do Fleury (FLRY3) de compra para neutra e cortou o preço-alvo para o final de 2026 de R$ 19 para R$ 18, o que representa um potencial de queda de 5,70% em relação ao fechamento de ontem.
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O BTG Pactual rebaixou a recomendação para as ações do Fleury (FLRY3) de compra para neutra e cortou o preço-alvo para o final de 2026 de R$ 19 para R$ 18, o que representa um potencial de queda de 5,70% em relação ao fechamento de ontem.
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Segundo o banco, essa mudança não se deve ao fraco desempenho operacional, uma vez que a empresa vem apresentando resultados consistentes e que o próprio BTG espera um primeiro trimestre favorável. O rebaixamento reflete um valuation (valor do ativo) relativo menos atrativo em comparação com a Rede D’Or (RDOR3) e Bradsaúde e uma menor probabilidade de uma fusão ou aquisição.
O banco lembra que havia uma especulação do mercado sobre uma possível combinação com a Rede D’Or, o que sustentou uma forte reavaliação. No entanto, o BTG acredita que essas discussões perderam força e que os desdobramentos sobre a Bradsaúde reduzem a justificativa estratégica para uma transação.
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Além disso, observa, o Fleury aprovou uma cláusula de defesa contra aquisições hostis esta semana. Na visão do banco, isso cria barreiras a uma aquisição hostil e torna qualquer potencial fusão e aquisição dependente do alinhamento de todo o bloco de controle.
O BTG observa ainda que o Fleury agora negocia a um desvio padrão acima de sua média histórica, com múltiplo de 13 vezes a relação entre preço e lucro (P/L) projetado para 12 meses, contra uma média histórica de 9 vezes.
Os analistas Samuel Alves e Maria Resende ressaltam que não estão fazendo alterações significativas na sua perspectiva operacional. As estimativas ficaram praticamente inalteradas, com um corte de 4% no lucro líquido ajustado de 2026, refletindo principalmente um ritmo mais lento de cortes nas taxas de juros.
Eles destacam ainda que o papel mostrou alta de 14% no acumulado do ano, 40% nos últimos 12 meses e 7% em abril. A ação ficou ligeiramente atrás do Ibovespa, mas teve um desempenho superior quando excluído as empresas de commodities. A Rede D’Or, por sua vez, caiu 3% no acumulado do ano e está praticamente estável no último mês.
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