Citi e Itaú BBA concordam que, dentre as novas medidas do governo federal, a criação de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto vai afetar principalmente a Prio (PRIO3).
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Citi e Itaú BBA concordam que, dentre as novas medidas do governo federal, a criação de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto vai afetar principalmente a Prio (PRIO3).
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A taxação tem o objetivo de mitigar o impacto da alta dos preços internacionais nos combustíveis.
Avalia-se que a medida pode representar um viés negativo para as companhias independentes de petróleo e para a Petrobras (PETR4).
O banco destaca que, dentro de seu universo de cobertura, a Petrobras (PETR4) e a Prio (PRIO3) são as empresas mais expostas à nova tributação, por conta da maior participação das exportações de petróleo bruto em suas operações, com o efeito potencial sobre a Prio (PRIO3) mais pronunciado do que sobre a estatal.
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O relatório considera um cenário com o preço do barril do óleo bruto leve produzido no Mar do Norte e adotado como referência global, o petróleo tipo Brent, a US$ 75.
Nessas condições, o Itaú BBA estima uma redução no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 2026 de aproximadamente 13% para a Prio (PRIO3) e de 6% para a Petrobras (PETR4).
O documento também apresenta uma análise de sensibilidade do rendimento do fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE yield).
Supondo que o imposto permaneça em vigor durante todo o ano de 2026 e que o Brent tenha média de US$ 75 por barril, o Itaú BBA estima que a Petrobras (PETR4) negociaria com um FCFE yield de 8,5%.
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Nas mesmas condições, a Prio (PRIO3) teria um FCFE yield estimado de 18,5%.
Para o Citi, o impacto na Petrobras (PETR4) pode ser compensado por uma potencial alta nos preços do diesel, o que poderia afetar seu Ebitda em cerca de US$ 3 bilhões.
No entanto, pondera que, mesmo com o subsídio e um potencial aumento de preços pela estatal, os valores domésticos do combustível ainda devem ser negociados com um desconto em relação ao preço de paridade de importação.
O banco considera a Prio (PRIO3) como a empresa mais impactada em sua cobertura, dada a alta participação das exportações em sua produção, que é de 95%.
Estima-se um impacto do novo imposto de 6% no valor de mercado da companhia e de 22% sobre o Ebitda ajustado projetado para 2026.
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Citi incluiu a Brava Energia (BRAV3) em suas estimativas e considera que ela e a Petrobras devem ser menos impactadas.
Para a Brava (BRAV3), que exporta 50% de sua produção, o impacto estimado é de 6% do valor de mercado e 11% do Ebitda ajustado de 2026.
Já para a estatal, que exporta 40% de sua produção, os impactos são estimados em 3% do valor de mercado e 10% do Ebitda ajustado para o mesmo ano.
Para o Citi, o principal destaque negativo das medidas é essa taxação, dada a relevância das exportações na cobertura do setor de óleo e gás. Também aponta que pode haver um aumento na percepção de risco regulatório no País.
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