Às 10h16, o dólar à vista tinha alta de 0,57% contra o real, a R$ 5,228.
O Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, anuncia na tarde desta quarta-feira, sua decisão de juros. A expectativa é pela manutenção da taxa entre 3,5% e 3,75% ao ano.
Por aqui, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser anunciada após o fechamento do pregão, é aguardada com menos consenso. Como mostramos aqui, antes da guerra entre EUA e Irã, o caminho parecia pavimentado para que o ciclo de cortes na Selic começasse nesta reunião com um ajuste de 0,50 ponto percentual. Agora, com a disparada do petróleo, parte do mercado passou a defender maior cautela pelo Banco Central. Há projeções de manutenção da Selic em 15,0% ao ano, mas a principal expectativa é por um corte mais moderado de 0,25 p.p.
Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, destaca que o pregão desta quarta-feira se consolida como um dos mais sensíveis e decisivos do ano até aqui, reunindo em poucas horas uma “combinação rara de vetores capazes de alterar de forma relevante a precificação dos ativos globais e domésticos”, diz. “O mercado amanhece diante de um ambiente de elevada tensão, marcado simultaneamente pela intensificação da guerra no Oriente Médio, pela ‘Super Quarta’ e por uma atuação histórica do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos, em um movimento que reforça o grau de estresse e disfuncionalidade observado na curva de juros local.”