Nesta segunda-feira (24), o dólar recuou 0,12% sobre o real, a R$ 5,395 na venda. Mais cedo, o Banco Central vendeu a oferta integral de US$ 2 bilhões em um leilão de linha (venda com compromisso de recompra) realizado nesta segunda-feira entre 10h30 e 10h35. O objetivo era rolar o vencimento de 5 de janeiro de 2026, data na qual será liquidada a operação de venda.
A autarquia aceitou duas propostas, no valor total de US$ 1 bilhão, no leilão número 209/2025. A taxa de corte foi de 5,0830%. A operação de recompra será liquidada no dia 2 de abril de 2026. No outro leilão realizado simultaneamente, de número 210/2025, duas propostas foram aceitas, no valor total de US$ 1,0 bilhão. A taxa de corte foi de 4,9860%. A operação de recompra será liquidada no dia 5 de maio de 2026.
No radar, também ficaram os dados da arrecadação federal de outubro, que somou R$ 261,908 bilhões. O montante ficou pouco abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 264,5 bilhões. As estimativas do mercado iam de R$ 216,5 bilhões a R$ 275,4 bilhões.
O mercado acompanhou ainda a palestra do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em almoço com banqueiros promovido pela Febraban. Galípolo voltou a defender a atuação técnica da instituição, e disse que a autoridade monetária não deve se “emocionar” com o clamor popular, referindo-se a críticas aos juros altos.
“Acho que é importante o Banco Central não se emocionar e não ser uma instituição preocupada em fazer movimentos por questão de mídia ou de mobilização”, disse o dirigente.
Há também expectativas sobre o relatório bimestral de receitas e despesas do 5º bimestre, enviado ao Congresso na sexta-feira (21). No documento, o governo reduziu o bloqueio do orçamento de 2025 para R$ 7,7 bilhões e introduziu contingenciamento de R$ 3,3 bilhões devido à queda na receita líquida; o déficit estimado permanece na banda permitida, em R$ 31,265 bilhões.
Houve revisões em previdência, pessoal, precatórios, dividendos e royalties, além de queda nas projeções de Selic acumulada, IPCA e PIB. O secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Gustavo Guimarães, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, o secretário de Orçamento Federal, Clayton Montes, e o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, darão entrevista coletiva nesta segunda-feira, às 17h30, para comentar o relatório.
No Boletim Focus, a mediana para a inflação suavizada nos próximos 12 meses caiu de 4,11% para 4,09%. Um mês antes, era de 4,06%. No ambiente político, investidores repercutem a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Acordo entre UE e Mercosul também pauta o dólar hoje
O Senado vota nesta terça a aposentadoria especial de agentes de saúde e de combate às endemias, classificada como “pauta-bomba”. Na Cúpula do G20, em Joanesburgo, na África do Sul, o presidente Lula afirmou ontem que o acordo Mercosul-UE será assinado em 20 de dezembro e defendeu o uso estratégico de minerais críticos.
A agenda da semana inclui IPCA-15 na quarta e, nos EUA, PPI, confiança do consumidor na terça e o índice de preços de gastos com consumo (PCE) no país em outubro, na quarta, véspera do feriado de Ação de Graças, que fechará os mercados americanos na quinta e deve encurtar o pregão na sexta, dia da Black Friday.
Na sexta-feira, o dólar à vista subiu 1,18%, a R$ 5,4015, maior valor de fechamento desde 17 de outubro (R$ 5,4055), refletindo a aversão ao risco global, remessas ao exterior, queda das commodities e incertezas sobre juros nos EUA. A moeda terminou a semana com ganhos de 1,97% em relação ao real e passou a apresentar variação positiva no mês (0,39%). No ano, as perdas do dólar, que chegaram a superar 14%, agora são de 12,60%. Para mais informações sobre o dólar hoje, clique aqui.
*Com informações do Broadcast