EURO R$ 6,70 -0,31% DÓLAR R$ 5,59 -0,45% BBDC4 R$ 26,11 +1,20% ITUB4 R$ 27,86 +0,80% MGLU3 R$ 21,96 -1,08% ABEV3 R$ 15,84 -0,19% PETR4 R$ 22,97 -0,52% IBOVESPA 120.868,45 pts +0,14% GGBR4 R$ 32,56 -0,18% VALE3 R$ 107,96 -0,23%
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Mercado

E-commerce continua aquecido. Hora de comprar, segurar na carteira ou realizar lucros?

Com a retomada gradual da economia e datas comemorativas à frente, há espaço para alta nas ações

A Via Varejo é dona da Casas Bahia e do Ponto Frio (Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo)
  • Onda de crescimento do comércio eletrônico começou em março, favorecida pelo isolamento social, mas não perdeu força. Recuperação gradual da economia e datas como Black Friday e Natal prometem dar novo gás às vendas
  • Potencial de crescimento é grande, pois as vendas on-line ainda representam uma parcela pequena das vendas do varejo
  • A tendência é que os preços das ações do setor subam ainda mais. Isso significa uma boa oportunidade de montar posições

O ano de 2020 será lembrado com saudade por poucos setores, e um deles é o varejo eletrônico. A pandemia trancafiou os consumidores em suas casas e as varejistas que tinham uma operação digital bem azeitada colheram os frutos. Apesar de fatores de incerteza como a questão fiscal e a própria retomada ainda incipiente da economia, fatos recentes vêm renovando as esperanças desse segmento.

Nesta terça-feira (13), por exemplo, as ações das varejistas subiram em bloco, com destaque para B2W (+6,73%) e Magazine Luiza (+5,96%), as duas maiores altas do pregão. Além da proximidade da divulgação de resultados do terceiro trimestre, a proximidade da Black Friday e das compras de final de ano animou os investidores.

“Muitos estrangeiros ampliaram posição em Magazine Luiza e isso tem aumentado a procura no setor como um todo”, afirma Luis Sales, analista da Guide Investimentos.

Segunda onda à vista?

Essas expectativas podem levar alguns investidores a se perguntar se o e-commerce não estaria prestes a viver um segundo boom. De acordo com as fontes ouvidas pelo E-Investidor, a resposta é não – pelo simples fato de que a primeira grande onda, iniciada em março, jamais esfriou.

“Vemos agora uma recuperação gradual da economia e esse ainda é o principal canal de consumo, já que shopping centers ainda têm restrições de funcionamento e o fluxo de pessoas nas ruas não está normalizado”, diz Pedro Serra, gerente de research da Ativa Investimentos. “É mais uma retomada que um novo boom.”

Carolina Ujikawa, head de equity research da Mauá Capital, avalia que o e-commerce ainda tem um enorme potencial de crescimento. “Ele representa apenas 10% das vendas do varejo como um todo. Mas o País tem uma quantidade robusta de celulares por habitante”, afirma. “É uma reta de crescimento muito fácil de atingir.”


Para José Francisco Cataldo, superintendente de research da Ágora Investimentos, a transição dos consumidores para o meio digital é uma mudança de comportamento que veio para ficar e as perspectivas do varejo eletrônico para os próximos meses são animadoras.

“O auxílio emergencial, que foi um dos motores desse bom desempenho, continuará até o fim do ano. Porém, se as expectativas de crescimento com a Black Friday e o Natal não se confirmarem, pode ser que haja um movimento de realização”, diz.

O que fazer com as ações

Diante dessa fotografia que mostra um setor aquecido, existem duas as perguntas a se fazer. Para quem ainda não está comprado, o melhor é montar posições antes que fiquem mais caras, ou esperar por um recuo de preços após o Natal? E para quem já tem os papéis: realizar lucros agora ou manter as posições, confiando que a escalada será mais longa?

João Guilherme Penteado, CEO da Apollo Investimentos, vê potencial de valorização da Bolsa como um todo e também dos preços do varejo eletrônico.

“O Brasil ainda está muito barato, estamos muito depreciados em dólar. Os ativos locais estão subprecificados se comparados aos pares estrangeiros com resultados semelhantes”, afirma. “O e-commerce tende a ficar mais caro, especialmente com a recuperação de emprego e renda da população. A compra de Bolsa em geral faz sentido e o varejo deve estar nessa carteira.”

Ujikawa também confia que os preços dos principais players do segmento, como Magazine Luiza, Via Varejo e Lojas Renner, devem continuar com o movimento de alta. “Eu sempre olho para prazos mais longos. Em um espaço de 12 a 24 meses para a frente, estou tranquila de continuar comprando esses papéis”, diz a head da Mauá.

Justamente por esperar que o setor continuará colhendo bons resultados, Serra sugere que o investidor que já está comprado continue com os papéis no portfólio. “Quem tem, deve segurar. O segmento está em uma toada muito boa. O Natal deve ser pior que o de 2019, mas não para esses caras, pois o on-line está roubando uma boa parcela do varejo físico”, justifica.

Cataldo, da Ágora, pondera que nenhuma ação sobe eternamente, mas acredita que o varejo eletrônico ainda terá muito gás, embora as altas sejam menores de março para cá. Ainda assim, a decisão de manter ou vender os papéis dependerá da situação pessoal de cada investidor.

“Se ele comprou lá atrás e já ganhou muito dinheiro, pode ser o momento de aproveitar o momento e realizar lucros. O investidor também pode vender apenas uma parte dos papéis, colocar um pouco de dinheiro no bolso e voltar a comprar em outro momento, quando as ações ficarem baratas novamente”, sugere.

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