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Nos EUA, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros americana no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano, conforme esperado pelo mercado. Foi a segunda reunião consecutiva em que o Fed deixou as taxas estáveis, após três reduções seguidas no ano passado – em setembro, outubro e dezembro. A escolha desta quarta-feira, no entanto, não foi unânime: o diretor Stephen Miran votou por uma redução de 25 pontos-base.
“No comunicado, a autoridade monetária destacou que a atividade econômica tem crescido em ritmo sólido, os ganhos de emprego têm permanecido baixos, enquanto a inflação segue um pouco elevada. As implicações da guerra no Irã são incertas”, avalia Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset Brasil.
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Para Silvia Ludmer, economista-chefe do Andbank, no geral, o tom foi levemente mais duro. “O Fed reconhece um cenário bastante incerto, com inflação resistente, novos choques de oferta e uma economia que segue rodando acima do potencial”, afirma.
Em coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que ainda é cedo para mensurar o tamanho e a duração dos impactos dos conflitos no Oriente Médio no mercado de energia e na economia. “Estamos bem cientes do desempenho da inflação nos últimos anos e de como uma série de choques interrompeu o progresso que fizemos ao longo do tempo, e isso aconteceu mais recentemente com as tarifas. Agora haverá alguns efeitos na inflação daqui para frente”, afirmou.
Por aqui, a expectativa majoritária do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) corte a Selic em 0,25 ponto percentual. Uma parcela dos agentes, no entanto, vê possibilidade de que a redução seja mais agressiva, de 0,5 ponto percentual. Outra projeta que a taxa básica de juros seja mantida em 15% ao ano.
No Ibovespa hoje, a Petrobras (PETR3;PETR4) teve avanço de 1,77% nas ações ordinárias (PETR3) e de 1,34% nas preferenciais (PETR4). O principal papel do índice, a Vale (VALE3), caiu 2,32% e as perdas dos grandes bancos chegaram a 1,5% no caso do Santander (SANB11).
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Em Nova York, o Dow Jones caiu 1,63%, o S&P 500 recuou 1,36% e o Nasdaq teve baixa de 1,46%. No radar, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) americano subiu 0,7% em fevereiro ante janeiro, informou o Departamento do Trabalho do país nesta quarta-feira. Na comparação anual, o PPI avançou 3,4% em fevereiro. Analistas consultados pela FactSet esperavam altas de 0,3% e 2,9%, respectivamente.
O dólar hoje fechou em alta de 0,9% cotado a R$ 5,2468. Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a comunicação do banco central americano foi interpretada como mais dura, levando a uma abertura da curva de juros nos Estados Unidos e a uma reprecificação das expectativas de política monetária, com o mercado passando a ver dezembro como o momento mais provável para o primeiro corte de juros pelo Fed. “Como resultado, o dólar acelerou o movimento de alta no exterior e o real acompanhou o movimento”, diz.
As três ações que mais valorizaram no dia foram Eneva (ENEV3), Copel (CPLE3) e Prio (PRIO3).
As ações da Eneva (ENEV3) registraram a maior alta do Ibovespa hoje e dispararam 15,08% a R$ 24,35, maior preço desde 2017, após o leilão de reserva de capacidade (LRCap).
A ENEV3 está em alta de 13,79% no mês. No ano, acumula uma valorização de 20,66%.
O leilão também deu gás para a Copel (CPLE3), que subiu 5,56% a R$ 15,2.
A CPLE3 está em alta de 3,68% no mês. No ano, acumula uma valorização de 23,38%.
Outro destaque positivo foi a Prio (PRIO3), com valorização de 5,33% a R$ 66,03, em linha com a alta do petróleo no exterior.
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A PRIO3 está em alta de 21,18% no mês. No ano, acumula uma valorização de 59,42%.
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Hapvida (HAPV3), Yduqs (YDUQ3) e CSN (CSNA3).
As ações da Hapvida (HAPV3) sofreram a pior queda do Ibovespa hoje e derreteram 4,76% a R$ 8,21. O movimento refletiu a cautela do investidor com os números do quarto trimestre da empresa.
A HAPV3 está em baixa de 21,73% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 44,26%.
Quem também se saiu mal foi a Yduqs (YDUQ3), com baixa de 4,62% a R$ 9,9.
A YDUQ3 está em baixa de 25,4% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 18,65%.
As ações da CSN (CSNA3) completaram os destaques negativos do Ibovespa hoje e tombaram 4,42% a R$ 6,06, depois de dispararem 5,14% na terça-feira (17) e 5,42% na segunda-feira (16).
A CSNA3 está em baixa de 29,7% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 32,21%.
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*Com Estadão Conteúdo
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