O mercado doméstico acompanhou a Pesquisa de Serviços de março, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo apontou que o volume de serviços prestados caiu 1,2% em março ante fevereiro, Na comparação anual, houve um avanço de 3%, já descontando efeito da inflação. Quatro das cincos atividades de serviço registraram avanço em março. Os serviços prestados às famílias recuaram 1,6%. Já os de informação e comunicação aumentaram 7,9%. Os profissionais, administrativos e complementares avançaram 1,1%, enquanto o de transportes, teve alta de 2%.
Aversão ao risco dos investidores fez os contratos futuros de petróleo ganharem força. Isso ocorre porque a tensão aumenta no Golfo Pérsico: fluxos de navios pelo Estreito de Ormuz muito baixos e sem sinais de avanço em um acordo de paz entre EUA e Irã impulsionando ainda mais a alta da commodity. O barril do petróleo WTI para junho fechou 4,23% na Nymex, a US$ 101,02, enquanto o do Brent para o mesmo mês avançou 3,35% na ICE, a US$ 109,26.
Com o fim do encontro entre Washington e Pequim, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que “alguns acordos comerciais fantásticos” foram fechados com a China, mas não há informações sobre qualquer acordo concluído. E afirmou que o País asiático deve abrir seu mercado para empresas americanas “em estágios”.
Em Nova York, Dow Jones teve queda de 1,07%, S&P 500 caiu 1,24%, Nasdaq caiu 1,54%. Ainda nos EUA, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) divulgou pesquisa industrial, que apontou alta de 0,7% na produção industrial estadunidense em abril, em comparação ao mês anterior, superando as expectativas de +0,3% dos analistas entrevistados pela FactSet.
No câmbio, o dólar se fortaleceu diante do cenário geopolítico e valorizou frente a outras moedas de economias desenvolvidas, com o índice DXY atingindo máxima em 18 dias. Contra o real, o dólar à vista subiu 1,63%, a R$ 5,0678.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram Minerva (BEEF3), Brava (BRAV3) e Prio (PRIO3).
Minerva (BEEF3): 7,58%, R$ 4,40
As ações da Minerva (BEEF3) registraram a maior alta do Ibovespa hoje e dispararam 7,58% a R$ 4,40.
A BEEF3 está em alta de 5,57% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 11,74%.
Brava (BRAV3): 2,75%, R$ 18,69
Influenciada pelo desempenho do petróleo no exterior, os papéis da Brava (BRAV3) subiram 2,75% a R$ 18,69.
A BRAV3 está em baixa de 11,09% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 2,04%.
Prio (PRIO3): 2,24%, R$ 68,80
Outra ação petroleira positiva foi a Prio (PRIO3), com valorização de 2,24% a R$ 68,80.
A PRIO3 está em alta de 9,04% no mês. No ano, acumula uma valorização de 76,67%.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Cosan (CSAN3).
Usiminas (USIM5): -7,79%, R$ 9,12
As ações da Usiminas (USIM5) registraram a pior queda do Ibovespa hoje ao cederem 7,79% a R$ 9,79, após registrarem a maior alta do Ibovespa nesta quinta-feira (14), com valorização de 7,97%, a R$ 9,89.
A USIM5 está em alta de 30,23% no mês. No ano, acumula uma valorização de 63,78%.
Hapvida (HAPV3): -6,11%, R$ 12,45
Os papéis da Hapvida (HAPV3) foram outros que caíram e terminaram o dia em desvalorização de 6,11% a R$ 12,45.
A HAPV3 está em baixa de 1,66% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 69,28%.
Cosan (CSAN3): -5,16%, R$ 4,41
Os ativos da Cosan (CSAN3) completaram os destaques negativos do Ibovespa hoje e cederam 5,16% a R$ 4,41. O tombo veio por conta da declaração do CEO da holding, Marcelo Martins, de que é razoável que a Cosan deixe de existir em três a cinco anos. Saiba mais aqui.
A CSAN3 está em baixa de 20,40% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 43,39%.
*Com informações do Broadcast