No exterior, as atenções se dividem entre a Europa e a América Latina, com a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) na Alemanha e os dados da balança comercial na Zona do Euro oferecendo um termômetro da inflação e do comércio global, enquanto, no plano regional, o mercado digere os números do Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina, referentes ao quarto trimestre de 2025.
Nesta quinta-feira (19), o mercado refletiu as decisões de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), que cortou a Selic (taxa básica de juros) em 0,25 ponto percentual para o patamar de 14,75% ao ano, ação que repercutiu no fechamento do Ibovespa. O principal índice da B3 encerrou com valorização de 0,35%, 180.270,62 pontos. Além disso, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou a 2ª prévia de março do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que subiu 0,15%, após recuar 0,70% em igual leitura de fevereiro.
No mercado internacional, a agenda ficou ocupada com mais decisões de juros. Como é o caso do Banco do Japão (BoJ), que manteve sua taxa em 0,75%, assim como o Banco da Inglaterra (BoE), que preservou sua taxa em 3,75%. O Banco Central Europeu (BCE) seguiu a mesma linha. Em Nova York, os principais índices – Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq – fecharam em leve queda de 0,44%, 0,27% e 0,28%, respectivamente. O principal motivo da baixa foram as declarações do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, dizendo que as forças militares do Irã foram “destruídas”. No câmbio, o dólar hoje encerrou em queda de 0,59% cotado a R$ 5,21.
A quinta-feira foi também marcada por mais uma sessão com alta do petróleo. A commodity subiu impulsionada pela intensificação do conflito no Oriente Médio e em meio a um quadro tensionado, com risco direto sobre a oferta global de energia. O avanço nos contratos ganhou tração ainda na madrugada desta quinta-feira (19), quando o barril do Brent saltou mais de 6%, negociado a US$ 113,95. Ao longo das horas seguintes, com a entrada dos mercados europeus e o aumento da liquidez global, chegou a ultrapassar US$ 119, no auge do estresse associado ao risco de interrupção no fornecimento da commodity.
No fechamento, os preços ainda sustentavam ganhos relevantes, ainda que abaixo das máximas. O Brent subiu 1,18% a US$ 108,65 o barril, enquanto o WTI avançou 0,09% a US$ 95,55 o barril.
A seguir, confira a agenda de sexta-feira (20):
| Horário |
País |
Evento / Indicador |
| 04h00 |
Alemanha |
Destatis: PPI – Fev |
| 07h00 |
Zona do euro |
Eurostat: Balança comercial – Jan |
| 07h30 |
Rússia |
Decisão de política monetária |
| 11h30 |
Brasil |
BC oferta até 50 mil contratos de swap (US$ 2,5 bi) em rolagem |
| 12h00 |
Brasil |
BC oferta até R$ 5 bi em operações compromissadas de 6 meses |
| 14h00 |
Estados Unidos |
Baker Hughes: poços e plataformas em operação |
| 14h30 |
Alemanha |
Joachim Nagel discursa no evento Goslarsches Pancket |
| 16h00 |
Argentina |
Indec: PIB 4º trimestre |
| – |
Japão |
Feriado do Dia do Equinócio (mercados fechados) |
Fonte: Broadcast, Dow Jones Newswires e FactSet