ITUB4 R$ 24,66 +2,15% MGLU3 R$ 14,53 +2,54% EURO R$ 6,33 -1,15% DÓLAR R$ 5,46 +0,00% BBDC4 R$ 21,28 +5,24% GGBR4 R$ 28,22 +0,21% PETR4 R$ 29,65 -0,10% IBOVESPA 114.647,99 pts +1,29% ABEV3 R$ 15,45 -0,26% VALE3 R$ 80,32 +1,41%
ITUB4 R$ 24,66 +2,15% MGLU3 R$ 14,53 +2,54% EURO R$ 6,33 -1,15% DÓLAR R$ 5,46 +0,00% BBDC4 R$ 21,28 +5,24% GGBR4 R$ 28,22 +0,21% PETR4 R$ 29,65 -0,10% IBOVESPA 114.647,99 pts +1,29% ABEV3 R$ 15,45 -0,26% VALE3 R$ 80,32 +1,41%
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Mercado

Dois setores continuam fortes no ‘novo IBOV’

Índice passa a ter 77 ações de 74 empresas com rebalanceamento de pesos

ista de painel do índice Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores paulista, a B3, que superou a marca de 100 mil pontos, nesta terça-feira (19). Investidores aguardam a tramitação da proposta da reforma da Previdência. 19/03/2019
Foto: Renato Cerqueira/Futura Press
  • Nova carteira teórica do Ibovespa entra em vigor nesta terça-feira, dia 8 de setembro, com mudanças nos pesos dos papéis
  • Índice foi diluído e isso é uma boa notícia para o mercado como um todo
  • Rentabilidade do IBOV, no entanto, não deve mudar, pois cinco ativos ainda representam quase ⅓ da sua composição

A partir desta terça-feira (8) começa a valer a nova composição da carteira teórica do Ibovespa, que será mantida até 30 de dezembro. Com a entrada de Eztec (EZTC3) e PetroRio (PRIO3), o índice passa a ter 77 ações de 74 empresas. No novo cenário, o peso dos papéis também mudou: 33 deles ganharam mais relevância no IBOV e 44 perderam participação.

Apesar do rebalanceamento, as cinco ações mais importantes do setor financeiro e de commodities continuam sendo as mesmas. Somando quase ⅓ do índice (31,520%), Vale (VALE3) (10,154%), Itaú (ITUB4) (6,170%), Petrobras (PETR4) (5,559%), B3 (B3SA3) (5,446%) e Bradesco (BBDC4) (4,806%) ditam a performance do Ibovespa.

Na carteira passada, as ações eram ainda mais fortes no Ibovespa, representando 34,196% do total. Até então, a composição era a seguinte: Vale (VALE3) (10,538%), Itaú (ITUB4) (7,414%), Petrobras (PETR4) (5,610%), B3 (B3SA3) (5,405%) e Bradesco (BBDC4) (5,611%).

Entre todos os 77 papéis, Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) foram os dois que mais perderam participação, com -1,244% e -0,806%, respectivamente. Na outra ponta, Magazine Luiza (MGLU3) e Via Varejo (VVAR3) foram as que mais ganharam, com incremento de 1,077% e 1,031%. (Confira a nova carteira no final da reportagem) 

Índice foi diluído e isso é uma boa notícia

Apesar de o Top 5 das ações com mais participação ainda ter grande representatividade, a concentração do Ibovespa está diminuindo. Prova disso é que a soma das cinco passou de 34,196% para 31,520%.

“É uma boa notícia ter mais ações e os pesos mais descentralizados, pois mostra que os papéis estão mais líquidos e isso é bom para o mercado como um todo”, diz Mauro Morelli, estrategista chefe da Davos Financial Partnership.

“A nova distribuição é saudável e vamos ter uma carteira mais diversificada”, concorda Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos, salientando que as mudanças são positivas para todos.

A movimentação deixa o índice diversificado, com mais empresas ganhando força. “O Ibovespa tenta replicar o mercado. Então, quando uma ação começa a ganhar importância, seu peso dentro índice aumenta”, afirma Morelli.

Além disso, a reorganização exibe ao investidor de maneira mais clara que há uma maior quantidade de boas empresas e, consequentemente, oportunidades. “Uma carteira menos concentrada e mais diversificada é sempre mais saudável”, comenta Bertotti.

Qual é o impacto nos papéis?

O peso de um papel é definido pelo seu free float, que é o volume de ações que está em livre circulação – ou seja, excluindo-se aquelas pertencentes aos controladores. “É uma regra matemática da B3 que determina essa ponderação e não o desempenho das ações”, afirma Morelli, da Davos.

Um incremento de peso no Ibovespa, portanto, não significa que o papel passou a ser mais promissor, mas apenas que está sendo mais negociado. “A nova composição deixa o Ibovespa “correto”, pois dá mais espaço para as ações que aumentaram seu volume de negociação para representar melhor o mercado”, diz Bertotti, da Messem.

O que muda na variação do IBOV?

Mesmo com o reorganização dos pesos, o desempenho do índice não deve ser alterado drasticamente e a perspectiva do Ibovespa continua a mesma. Isso ocorre, porque por mais que o IBOV tenha sido diluído, o índice ainda é concentrado no setor financeiro e de commodities.

Dessa forma, o desempenho ainda é muito atrelado a performance dessas empresas e o Ibovespa deve continuar sendo guiado por essas companhias. Basta analisar o desempenho das cinco ações que representam quase ⅓ do Ibovespa.

Até o fechamento do mercado desta sexta-feira (4), Vale (VALE3) e B3 (B3SA3) tinham valorização agregada de 13,49% e 39,28%, respectivamente em 2020. Já Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), desvalorização de 24,06%, 30,36% e 32,63%.

A performance média dessas ações é de queda de 6,86% em 2020. No mesmo período, o desempenho do Ibovespa é negativo em 12,45%, apesar de já ter 24 ações com variação positiva no ano, sendo que os cinco papéis mais valorizados tem alta superior a 60% no período. “Os dois segmentos ainda ditam o ritmo”, afirma Bertotti.

A tendência, no entanto, é que o índice continue se diluindo dos setores conforme mais companhias se desenvolverem e forem mais negociadas e seu comportamento fique menos dependente dessas companhias. “Se pegar a foto, ele ainda é concentrado. Porém, pegando o filme, ele já está bem mais diluído e deve continuar esse processo”, diz Morelli.

Para os especialistas, ainda é difícil cravar quais serão os setores que devem conquistar mais espaço no índice, pois tudo depende como a economia irá se desenvolver e se as empresas que se destacam neste cenário são listadas na B3.

“Temos forte candidatos, como os segmentos de e-commerce e infraestrutura, mas ainda é cedo para ter certeza”, afirma o estrategista chefe da Davos.

Confira a nova carteira do Ibovespa

AçãoParticipação %Variação do peso %
Vale (VALE3)10,5390,384
Itaú (ITUB4)6,17-1,244
Petrobras (PETR4)5,559-0,051
B3 (B3SA3)5,4460,041
Bradesco (BBDC4)4,806-0,806
Petrobras (PETR3)4,3660,583
Magazine Luiza (MGLU3)3,3391,077
Ambev (ABEV3)2,967-0,428
WEG (WEGE3)2,4070,514
Itusa (ITSA4)2,312-0,469
NotreDame Intermédica (GNDI3)2,2870,559
Banco do Brasil (BBAS3)2,278-0,502
Natura (NTCO3)1,9570,318
Lojas Renner (LREN3)1,912-0,162
Suzano (SUZB3)1,897-0,070
JBS (JBSS3)1,890-0,767
Via Varejo (VVAR3)1,7551,031
Localiza (RENT3)1,6210,226
Rumo (RAIL3)1,5950,161
Lojas Americanas (LAME4)1,4520,261
BR DIstribuidora (BRDT3)1,3680,39
Bradesco (BBDC3)1,311-0,202
Equatorial (EQTL3)1,2890,016
Raia Drogasil (RADL3)1,289-0,205
B2W (BTOW3)1,2330,252
Ultrapar (UGPA3)1,2060,123
Vivo (VIVT4)1,074-0,229
Gerdau (GGBR4)1,0520,219
BTG Pactual (BPAC11)1,0480,463
BB Seguiridade (BBSE3)0,976-0,250
Sabesp (SBSP3)0,913-0,024
BRF (BRFS3)0,886-0,196
Klabin (KLBN11)0,8650,084
CCR (CCRO3)0,841-0,107
Hapvida (HAPV3)0,7860,003
Totvs (TOTS3)0,7650,218
Hypera (HYPE3)0,728-0,087
Eletrobras (ELET3)0,7210,124
Sul América (SULA11)0,659-0,199
TIM (TIMP3)0,648-0,061
Engie Brasil (EGIE3)0,596-0,089
Energisa (ENGI11)0,595-0,158
Cogna (COGN3)0,585-0,112
Cemig (CMIG4)0,563-0,069
Cosan (CSAN3)0,546-0,091
Santander (SANB11)0,545-0,128
Pão de Açúcar (PCAR3)0,540-0,167
Bradespar (BRAP4)0,5310,075
CSN (CSNA3)0,5230,127
Qualicorp (QUAL3)0,4870-0,015
Eletrobras (ELET6)0,4850,026
IRB Brasil (IRBR3)0,470-0,179
Fleury (FLRY3)0,458-0,020
YDUQS (YDUQ3)0,445-0,180
BR Malls (BRML3)0,431-0,151
Carrefour (CRFB3)0,429-0,100
Azul (AZUL4)0,4040,024
Cyrela (CYRE3)0,3650,057
Marfrig (MRFG3)0,345-0,029
Taesa (TAEE11)0,334-0,08
Gerdau (GOAU4)0,3330,098
Multiplan (MULT3)0,324-0,064
PetroRio (PRIO3)0,3130,313
Braskem (BRKM5)0,301-0,084
Embraer (EMBR3)0,298-0,141
Energias (ENBR3)0,295-0,050
Usiminas (USIM5)0,2940,124
MRV (MRVE3)0,291-0,016
CPFL (CPFE3)0,291-0,049
Cielo (CIEL3)0,278-0,034
EZTECH (EZTC3)0,2090,209
Minerva (BEEF3)0,179-0,040
Iguatemi (IGTA3)0,160-0,038
CVC (CVCB3)0,1470,009
GOL (GOLL4)0,1390,024
Hering (HGTX3)0,1350,005
Ecorrodovias (ECOR3)0,122-0,001

Fonte: B3

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