Deste montante, o banco afirma ter “fortes indícios” de que pelo menos R$ 4,8 milhões teriam sido “devolvidos” pelo fornecedor ao ex-diretor Lopes, em uma espécie de rebate pela contratação. De acordo com o Itaú, a devolução ocorria por meio de uma outra empresa que servia de intermediária. “A companhia, ao longo desses meses, solicitou esclarecimentos ao ex-administrador e ao fornecedor, mas não recebeu explicações que pudessem refutar a conclusão dessas apurações internas“, afirma o Itaú. O banco ressalta que se trata de uma situação isolada, cujos prejuízos estão limitados aos valores das contratações e sem quaisquer impactos materiais para a instituição.
Agora, o Itaú busca o ressarcimento desses valores na justiça – o processo corre na 34ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. “Ressalta-se, ainda, que os balanços da Companhia foram reavaliados por seu Comitê de Auditoria e por consultoria externa e independente, a PWC – PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, que certificaram a lisura e a ausência de impacto nas demonstrações financeiras e nos resultados do Itaú Unibanco. Por todas essas razões, a companhia entende que as informações acima descritas não se qualificam como fato relevante”, diz o banco em comunicado. Na sessão, os papéis ITUB4 terminaram o dia em alta de 1,21%, aos R$ 32,99.
*Ao contrário do que dizia o texto inicialmente, Broedel não foi demitido do Itaú. O processo começou após a saída do executivo da instituição. A matéria foi alterada às 10h50 da quarta-feira (11)