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Mercado

JP Morgan eleva projeções para Selic e vê risco de recessão em 2022

Juros devem chegar a 11,25% no final do ciclo de aperto; Nesta reunião do Copom, alta pode ser de 1,5% ou mais

JP Morgan eleva projeções para Selic e vê risco de recessão em 2022
Sede do J.P. Morgan em Londres (Foto: Neil Hall/Reuters)
  • Com a possibilidade de furo no teto de gastos em prol do Auxílio Brasil, as expectativas do banco JP Morgan para inflação e juros no Brasil pioraram
  • O banco vê a Selic em 11,25% no fim do ciclo de aperto, ante 9,75% na semana passada
  • O JP Morgan revisou os modelos de crescimento e não descarta, a partir de agora, a possibilidade de o País viver uma recessão no próximo ano

Com a possibilidade de furo no teto de gastos, as expectativas do banco JP Morgan para inflação e juros no Brasil pioraram. Há quatro dias, a instituição financeira via a Selic em 9,75% em março, no fim do ciclo de aperto monetário promovido pelo Banco Central. Nesta segunda-feira (25), entretanto, as previsões foram reajustadas para um patamar ainda maior, de 11,25%.

As perspectivas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que mede a inflação, também foram atualizadas de 3,9% para 4,5% até o fim de 2022. O banco revisou os modelos de crescimento e não descarta, a partir de agora, a possibilidade de o País viver uma recessão no próximo ano.

“No fim de semana, não houve nenhum sinal de que o governo e os líderes do Congresso estariam dispostos a recuar, pelo menos parcialmente, nos planos de aumentar os gastos públicos”, ressalta a instituição, em relatório. “O fracasso em restaurar a confiança sobre as perspectivas políticas de médio prazo deve levar a uma resposta de política monetária mais agressiva por parte do Banco Central esta semana.”

No cenário base, O JP Morgan aposta em um aumento de 1,5% *ou mais) na Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana. Nos últimos dias, houve uma debandada na equipe econômica do ministro Paulo Guedes, em um sinal de desacordo dos profissionais com a criação do novo Auxílio Brasil, substituto ao Bolsa Família. O programa social seria temporário e teria parte dos recursos, cerca de R$ 30 bilhões, fora do teto de gastos.

Entre as demissões, estão a do secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e do secretário do Tesouro Nacional, Jefferson Bittencourt. Os secretários adjunto e especial adjunto do Tesouro, Rafael Araújo e Gildenora Dantas, e o secretário de petróleo e gás natural do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, também exoneraram.

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