Na véspera da divulgação do relatório de emprego dos EUA, o payroll, as atenções ficam também nos pedidos semanais de auxílio-desemprego.
O humor é misto nos mercados internacionais, mas a cautela predomina, com futuros de Nova York e maioria das bolsas europeias em meio ao alívio na curva de juros dos EUA.
Em Paris, a ação do Casino disparava 13,20% há pouco, após o grupo varejista francês chegar a um acordo final com credores para reestruturar suas finanças.
Os rendimentos dos Treasuries ontem caíram das máximas em 16 anos, em reação a dados bem mais fracos do que o esperado de criação de empregos no setor privado dos EUA, e hoje os pedidos de auxílio-desemprego ficam no radar, embora o principal condutor para as apostas de política monetária seja o payroll
No Brasil
A falta de vigor no exterior tende a limitar o apetite por ativos locais, num dia fraco de indicadores. A queda de mais de 1% do petróleo deve pesar na Petrobras e outras petroleiras.
No Congresso, a votação do projeto de lei sobre a taxação de fundos de alta renda (exclusivos e offshore) foi adiada para o fim do mês, na volta ao Brasil do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), após missão oficial na Índia e na China.
A decisão foi tomada em reunião de Lira com lideranças partidárias da Casa. As medidas fazem parte do pacote do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para aumentar a arrecadação e, dessa forma, atingir a meta de zerar o déficit das contas públicas no ano que vem.
Agenda
A agenda desta quinta-feira, 5, traz evento com o diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo (9h00). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de fórum do TCU (9h00). O Tesouro faz leilão de LTN e NTN-F (11h00).
No exterior, quatro dirigentes do Federal Reserve discursam: Loretta Mester, de Cleveland (10h00), Thomas Barkin, de Richmond (12h30), Mary Daly, de São Francisco (13h00), e o vice-presidente de Supervisão do Fed, Michael Barr (13h15). Destaque também ao indicador semanal de pedidos de auxílio-desemprego (9h30).