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Mercado

O que é a bolsa de valores?

Entenda em termos simples o que é e como funciona a bolsa de valores

O que é a bolsa de valores?
Entenda como funciona a bolsa de valores. (Foto: Shutterstock)
  • A bolsa de valores é um espaço onde empresas vendem pequenas parcelas de seu capital para que pessoas físicas e jurídicas se tornem acionistas
  • Os principais custos que você precisa considerar são a taxa de corretagem, algo como uma tarifa administrativa; taxa de emolumento, cobrada pela B3; taxa de custódia, para guardar as ações, algo que tem caído em desuso; e tributação sobre a venda de ações

Quando se fala em bolsa de valores, logo vem à mente as cenas dos filmes dos anos 1990: dezenas ou centenas de homens com papéis e telefones jurássicos nas mãos, comprando e vendendo ações aos gritos, em um ritmo alucinado.

Aquele cenário é algo do passado (desde 2004 não há mais pregão por viva-voz). Hoje, as atividades da bolsa são computadorizadas e têm sistemas de compra e venda mais eficientes, ágeis e seguros. O que permanece é a essência da atividade. Mas, afinal, o que é a bolsa de valores?

O E-Investidor preparou para você um texto com tudo sobre esse assunto.

Como funciona a bolsa de valores?

Vamos partir do início. Imagine que você queira abrir um pequeno restaurante e, por isso, estrutura um plano de negócios, assim, ao orçar todos os gastos necessários, percebe que precisa de R$ 50 mil. Mas você só tem R$ 30 mil, e agora? Bom, é possível recorrer a empréstimo no banco ou ainda procurar sócios (pessoas que entrariam com capital e decidiriam ser parceiros nesse negócio).

Nomes de bolsas numa tela. Em destaque, a de Nova York, NYSE
A New York Stock Exchange é a maior bolsa de valores do mundo. (Foto: Pavel Ignatov/Shutterstock)

Conseguir um sócio disposto a investir R$ 20 mil não é uma tarefa fácil, mas supomos que você conseguiu e o negócio deu certo. Agora, é hora de expandir. Você abre outras duas sedes e percebe que o mercado está permeável, com isso ganhando inserção nas cidades vizinhas e logo se tornando uma marca reconhecida, com dez restaurantes.

Considerando o cenário, você pode crescer ainda mais e tem expertise para isso, pois seu planejamento fundamenta a decisão e você está disposto a correr o risco — mas precisa de dinheiro. O desafio não é mais achar um sócio disposto a investir R$ 20 mil, mas sim R$ 200 mil.

Nesse caso, em vez de um sócio investindo muito, não seria mais fácil encontrar vários deles dispostos a investir menos dinheiro? Afinal, você tem uma marca consolidada, em expansão e bem administrada, ou seja, tudo para pegar “empréstimos” desses sócios e multiplicar o investimento inicial.

Em termos bastante simplificados, essa é a ideia da bolsa de valores: trata-se de um espaço onde empresas vendem pequenas parcelas de seu capital para que pessoas físicas e jurídicas se tornem acionistas.

Se 200 pessoas comprarem pequenas partes de mil reais de seu restaurante, e o valor de mercado da rede crescer, elas também terão um acréscimo no valor investido. Assim, ganha a sua empresa, que dispôs de recurso para investir, e ganham os acionistas, que têm lucro no valor depositado.

Ao mesmo tempo, se houver uma soma de fatores que prejudiquem o negócio, você e seus 200 sócios perderão dinheiro. É por isso que falar em bolsa de valores significa falar em risco. Os investidores precisam ter um perfil analítico, ter método para aplicar seu dinheiro e ainda assim nada garantirá que a tendência percebida por eles se confirme.

Por fim, uma ideia central da bolsa de valores é que essas cotas de participação podem ser vendidas livremente. As 200 partes de mil reais da sua rede de restaurantes podem ser livremente negociadas por quem as adquiriu. Assim, se o seu restaurante estivesse na bolsa de valores, seus sócios poderiam mudar diversas vezes ao longo do mesmo dia.

Como investir na bolsa de valores?

O exemplo do restaurante pode ser útil para entender a ideia central da bolsa, mas o funcionamento do mercado financeiro é mais complexo que isso. São diversas operações feitas diariamente por vários players. Então, agora é hora de entender a dinâmica real.

A decisão de abrir o capital social na bolsa se chama IPO: Initial Public Offering —processo burocrático e que exige o cumprimento de diversos requisitos. Por meio dele, é possível comercializar as primeiras cotas de ações, e isso é feito por meio de ordens de venda e de compra. E, a partir disso, as ações são vendidas e compradas conforme oferta e demanda.

Esse processo é mediado por corretoras. Você transfere o dinheiro para elas, depois pode solicitar e acompanhar a operacionalização por meio de home broker, um sistema online em que você pode controlar sua negociação, acompanhar seus investimentos, visualizar informações, ver gráficos sobre o comportamento do mercado, observar as tendências de crescimento e queda das ações e diversos outros dados.

Homem opera ações em laptop e smartphone
Hoje, a operação de compra e venda é feita por sistemas informatizados de corretoras de valores. (Foto: Insta_photos/Shutterstock)

Como você pode ver, esse processo exige um certo nível de especialização. E, embora sempre envolva algum risco, ele não é exatamente uma loteria. Há muito método e análise por trás de cada real investido e, em geral, não são poucos. Para gerir esse sistema, as operadoras têm alguns custos que tornam as operações mais vantajosas em larga escala.

Os principais custos que você precisa considerar são a taxa de corretagem, algo como uma tarifa administrativa; taxa de emolumento, cobrada pela B3; taxa de custódia, para guardar as ações, algo que tem caído em desuso; e tributação sobre a venda de ações, a serem pagas por boletos de DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). São vários custos que devem estar na ponta do lápis desde a hora de escolher a corretora.

Além disso, quanto mais dinheiro investido, mais solidez ganha o investidor, que pode arriscar, mas sem correr tantos riscos assim. Afinal, comprar ações de uma única empresa significa depender dela inteiramente; ao se investir em empresas de dez setores diferentes, ganha-se estabilidade.

Existem formas de pequenos investidores conseguirem o mesmo resultado, seja individualmente, seja aderindo a fundos de ações que montam um “combo” com vários ativos de um ou mais segmentos. Mas é inegável que os grandes saem na frente: além de trabalharem com esse mercado em tempo integral, podem contratar assessorias especializadas e tecnologia especializada.

Isso não é motivo para deixar de investir na bolsa. Pelo contrário: cada vez mais brasileiros têm-se aproximado dela e esse movimento é definitivo, mas é necessário ter cautela. A ideia de que se vai enriquecer rapidamente com métodos milagrosos é tão falsa quanto a imagem de várias pessoas vendendo ações aos gritos com celulares que parecem “tijolos”.

Como é a Bolsa de Valores do Brasil?

Rio e São Paulo criaram suas próprias bolsas ainda no século XIX e, com o passar dos anos, as operações foram concentradas na B3, nome da bolsa paulistana desde 2017, quando a BM & FBovespa se fundiu com a Cetip. É ali que as ações do mercado brasileiro são comercializadas hoje. Trata-se da nona maior bolsa do mundo e a maior da América Latina.

Existe uma infinidade de títulos disponíveis para compra e venda, mas os principais fazem parte do Ibovespa, um índice que reúne os ativos mais importantes do País. E é isso que os jornais querem dizer quando falam que a bolsa fechou em alta ou em baixa: trata-se do comportamento geral do mercado financeiro, mensurado pela performance de 80% das principais ações negociadas.

E a bolsa brasileira é forte? A pandemia veio para mostrar que sim. Apesar de toda a dificuldade trazida pelo Sars-CoV-2, a bolsa fechou no azul em 2020, e o movimento na B3 cresceu 71%, ficando em quase R$ 6,5 trilhões. Isso é quase o valor do Produto Interno Bruto do País.

Fachada de entrada da B3
A B3 é a maior bolsa de valores da América Latina. (Foto: Alf Ribeiro/Shutterstock)

Mas o que mais chama atenção é o potencial que ela ainda têm de crescimento. Há três anos, o número de investidores na bolsa era menor do que 700 mil, e hoje já há 3,5 milhões de pessoas comprando e vendendo ações. Apenas em março deste ano, 120 mil pessoas entraram em campo na B3, ou seja, cada vez mais cai por terra o mito de que essa é uma atividade para pessoas ricas.

Por isso, vale a pena tirar um tempo na correria do cotidiano para se informar mais sobre o assunto e organizar sua entrada no mundo financeiro. E, se você ainda está inseguro, fique tranquilo: pode começar poupando e comprando títulos de renda fixa, por exemplo. O planejamento financeiro é uma tarefa de longo prazo, que precisa ter estabilidade. Assim, quando você entrar na bolsa, dará um salto calculado.

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