EURO R$ 6,27 +1,17% DÓLAR R$ 5,35 +1,18% ITUB4 R$ 27,17 -2,34% MGLU3 R$ 16,05 -3,14% ABEV3 R$ 15,62 -0,76% GGBR4 R$ 24,26 -1,38% IBOVESPA 108.823,24 pts -2,35% BBDC4 R$ 19,28 -3,70% PETR4 R$ 24,47 -1,85% VALE3 R$ 83,44 -3,15%
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Mercado

Conheça o histórico e previsões para as ações PETR3 e PETR4

Ações da Petrobras apresentam resiliência; saiba qual a melhor hora de investir e o que levar em consideração

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(Foto: Shutterstock)
  • A Petrobras é mais que um termômetro do mercado brasileiro: em razão do seu tamanho e da sua importância estratégica, ela arrasta investidores e cria tendências. E é por isso que as ações da empresa são figurinha carimbada na carteira de boa parte dos investidores nacionais e também de fora do Brasil
  • De forma geral, as ações PETR3 e PETR4 têm um histórico de valorização. Mesmo com todos os sobressaltos políticos, a Petrobras demonstra resiliência, mas a interferência do alto escalão cobra um preço alto

(Carlos Pegurski, especial para o E-Investidor) – O mercado de ações é um ambiente de risco e as políticas de governança são fundamentais para a credibilidade das organizações e seus ativos, sobretudo no caso de empresas públicas, em que há outros fatores em jogo além de números brutos.

Mas quem comprou ações PETR4 por R$ 50 em 2008, ainda no boom das commodities com a economia superaquecida, não poderia imaginar que oito anos mais tarde ela estaria R$ 5, em meio a uma crise econômica e política.

Fundada em 1953 por Getúlio Vargas, a Petrobras é mais que um termômetro do mercado brasileiro: em razão do seu tamanho e da sua importância estratégica, ela arrasta investidores e cria tendências. E é por isso que as ações da empresa são figurinha carimbada na carteira de boa parte dos investidores nacionais e também de fora do Brasil.

Isso vale para as ações PETR3 (ordinária), que permitem aos seus detentores votar nas assembleias da empresa, mas sobretudo para os papéis PETR4 (preferencial), que são o “feijão com arroz” de quem deseja investir na Petrobras. Eles possuem maior liquidez e, portanto, interessam ao investidor comum.

Mas vale a pena comprar esses títulos? Este é o momento de incluí-los na sua cartela?

Qual o histórico das ações PETR3 e PETR4?

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As ações PETR3 são aquelas que dão direito a voto e, portanto, conduzem a política da empresa (Foto: Google Finanças/Reprodução)

A Petrobras é uma empresa com ótima reputação e representa uma das poucas áreas estratégicas em que o Brasil tem expertise. Entrou no mercado de ações no ano 2000 com ações ordinárias (PETR3), valorizadas à época em aproximadamente R$ 4,70. Em 2008, no ponto mais alto do seu histórico, o título superou os R$ 60.

Ao todo, essas ações movimentam mais de R$ 380 bilhões e têm índice preço/lucro de 6,86, que é considerado um bom fator de mercado. Durante a pandemia, tem-se usado o parâmetro de 8 para analisar a média da performance dos títulos do Ibovespa. O rendimento dos dividendos é de 2,63%.

Já as ações PETR4 entraram na bolsa em 2006, precificadas em R$ 23,68. Também em 2008, chegaram a R$ 50 e, em 2016, sob forte impacto da crise política e econômica, derreteram até chegar em R$ 4,41.

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Caso a tendência de crescimento permaneça no 3T2021, será possível subir além do mau resultado do primeiro semestre (Foto: Google Finanças/Reprodução)

De forma geral, ambas têm um histórico de valorização. Mesmo com todos os sobressaltos políticos, a Petrobras demonstra resiliência. Mas a interferência do alto escalão cobra um preço alto.

Um exemplo disso foi a depreciação brusca que ambos os papéis tiveram em 2018, quando o governo entrou em campo — em resposta à greve dos caminhoneiros — intervindo no preço do diesel. Os investidores resistiram e venderam os títulos. A empresa demorou cinco meses para retomar o mesmo patamar.

Por isso, é preciso ter cautela ao agir de forma intervencionista. Esse é um remédio para usar a conta-gotas. Mesmo olhando para o histórico de 15 anos no caso da PETR4 e 20 anos no caso da PETR3, 2021 foi um ano em que os resultados da empresa tiveram uma oscilação muito grande: o mercado reagiu negativamente ao fato de o presidente Jair Bolsonaro trocar o comando da Petrobras por outro militar de forma inesperada.

Na ocasião, as ações despencaram de forma inédita: perderam cerca de 20% de valor em um só dia. Antes mesmo das 11h da manhã, a queda era de 17,20% nos títulos ordinários (PETR3) e 16,76% nos preferenciais (PETR4).

Se não fossem tropeços como esse, os gráficos teriam tudo para abrir ainda mais o apetite do investidor. Apenas no 4T2020, a receita da empresa foi de quase R$ 60 bilhões. Isso representa sete vezes mais que o mesmo período de 2019, quando a covid-19 era um assunto distante.

As cifras indicam que as ações poderiam estar ainda mais valorizadas, puxando não só a empresa, mas a Bolsa brasileira para cima.

Como as PETR devem se comportar daqui para frente?

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Bom para o investidor, ruim para o motorista: o preço do dólar eleva o preço do combustível no mercado doméstico (Foto: Rafapress/Shutterstock)

Falando na Bolsa, o desempenho do Ibovespa neste segundo trimestre é um elemento que traz otimismo: fechou próximo dos 130 mil pontos. Mas, em números, o resultado fez pouco mais que reverter as perdas do 1T2021. De janeiro a março, o principal indicador da B3 se comportou como uma montanha-russa: abriu o ano em 125 mil pontos e poucas semanas depois chegou a 110 mil.

Esse foi o mesmo comportamento das ações da Petrobras no período, que levaram meses para voltar aos níveis anteriores, mesmo com o preço do combustível e a valorização do dólar. As ações da empresa devem fechar o 2T2021 no mesmo patamar em que entraram 2021, ou seja, foi um semestre em que se trabalhou para reconquistar a confiança do mercado.

O 3T2021 tende a trazer boas notícias. A vacinação avança em ritmo mais rápido, o que dá confiança ao mercado quanto à recuperação da economia; o PIB trimestral deve ser novamente positivo, somando crescimento à parcial anterior; e a Bolsa tende a crescer e atrair investidores.

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Troca abrupta no comando da empresa comprometeu os resultados das ações PETR no semestre, mesmo em cenário favorável (Foto: Agência Brasil/reprodução)

Especificamente sobre a empresa, soma-se ao cenário positivo o fato de que se trata de uma potência econômica, com ótimo fluxo de caixa e ótima liquidez; o CEO Joaquim Silva e Luna, que já dirigiu a Itaipu Binacional, parece ter ganhado a confiança dos investidores; o endividamento da empresa não é um problema; e o planejamento estratégico permite confiar na Petrobras a longo prazo.

O banco UBS elevou no início do mês o preço-alvo para R$ 32, recomendando a compra. O banco Safra também orienta pela aquisição. Na visão do mercado, há um bom horizonte para que as ações evoluam bem até o fim deste ano.

Mas, se os demonstrativos financeiros são benéficos, vale a pena acompanhar o cenário político e ver se os noticiários não pesam contra. E isso não se aplica apenas aos eventos da empresa. Da CPI no Senado Federal a ameaças de paralisações de caminhoneiros, novas crises políticas são sinais de risco e, como a experiência tem demonstrado, por mais sólida que seja a Petrobras, a recuperação pode levar meses ou anos.

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