O petróleo hoje abriu a sessão tentando sustentar o patamar elevado, em um mercado que volta a precificar risco geopolítico após uma trégua que, embora estendida, permanece frágil no Oriente Médio.
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O petróleo hoje abriu a sessão tentando sustentar o patamar elevado, em um mercado que volta a precificar risco geopolítico após uma trégua que, embora estendida, permanece frágil no Oriente Médio.
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Nesta quarta-feira (22), às 11h15 (de Brasília), os contratos futuros ganharam tração. O Brent para junho avançava cerca de 1,80%, na casa de US$ 100,30, enquanto o WTI subia de 2,02%, rondando os US$ 91,48.
Na B3, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) acompanham o avanço da commodity e operam em alta. Às 11h15 (de Brasília), os papéis ordinários subiam 1,53%, a R$ 52,17, enquanto os preferenciais avançavam 1,47%, a R$ 47,42.
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O movimento se estende ao restante do setor, com Prio (PRIO3) em alta de 1,51%, a R$ 62,56, PetroReconcavo (RECV3) avançando 4,50%, a R$ 13,69, e Brava Energia (BRAV3) subindo 1,08%, a R$ 20,50.
O ponto de partida do dia é a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estender por prazo indeterminado o cessar-fogo com o Irã. A extensão da trégua chegou a aliviar os preços na madrugada, mas o efeito se dissipou rapidamente diante de novos episódios de tensão na região.
Um vez que Teerã condiciona a retomada das negociações ao fim do bloqueio naval imposto pelos EUA a seus portos, um impasse que mantém a percepção de fragilidade do acordo. O resultado é um mercado que oscila em razão da credibilidade da trégua.
Após cair na madrugada com o anúncio da extensão, o petróleo rapidamente virou para alta à medida que investidores reavaliaram o grau de comprometimento entre as partes.
O movimento ganhou força após a apreensão de dois navios pelo Irã no Estreito de Ormuz, episódio que elevou o nível de alerta sobre a segurança da principal rota de escoamento de petróleo do mundo. Mais cedo, relatos já indicavam que ao menos três embarcações haviam sido alvo de disparos na região, segundo a Reuters.
O Irã divulgou um vídeo – veja aqui –, produzido com uso de inteligência artificial (IA) e veiculado por sua mídia estatal, em que ironiza o presidente norte-americano e responde com a mensagem “cale a boca” a ameaças atribuídas a Trump.
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O episódio ajuda a ilustrar o nível de tensão ainda presente nas relações. Mais relevante para o mercado financeiro foi o conteúdo paralelo das declarações iranianas.
Um comandante da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que países que permitirem o uso de seus territórios para ações contra o Irã poderão sofrer impactos diretos em sua produção de petróleo. A sinalização amplia o risco para além do eixo EUA e Irã e coloca no radar possíveis interrupções em polos estratégicos do Golfo.
Foram mencionados, ainda que sem detalhamento, ativos em Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait, Catar e Bahrein, regiões que concentram parte relevante da oferta global.
Com informações do Broadcast
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