DÓLAR R$ 5,61 +0,00% BBDC4 R$ 20,27 -0,73% MGLU3 R$ 8,04 -0,25% EURO R$ 6,34 +0,09% ITUB4 R$ 22,66 -0,66% PETR4 R$ 29,47 +3,51% ABEV3 R$ 16,34 -2,10% GGBR4 R$ 25,80 +0,98% IBOVESPA 102.814,03 pts +0,58% VALE3 R$ 69,50 +1,25%
DÓLAR R$ 5,61 +0,00% BBDC4 R$ 20,27 -0,73% MGLU3 R$ 8,04 -0,25% EURO R$ 6,34 +0,09% ITUB4 R$ 22,66 -0,66% PETR4 R$ 29,47 +3,51% ABEV3 R$ 16,34 -2,10% GGBR4 R$ 25,80 +0,98% IBOVESPA 102.814,03 pts +0,58% VALE3 R$ 69,50 +1,25%
Delay: 15 min
Mercado

Setor imobiliário apresenta recuperação em “V”, diz Credit Suisse

Relatório conclui que preços dos imóveis subiram em agosto pelo 4º mês seguido

Crédito: Divulgação
  • Maior crescimento se deu no segmento de baixa renda, com 3,5 mil unidades vendidas, um salto de 92% sobre o mês anterior
  • Financiamentos atingiram um pico histórico, chegando a R$ 11,7 bilhões em agosto (alta de 75% sobre o mesmo mês de 2019), graças a taxas de juros mais baixas - 7,3% ao ano, em média
  • Preços subiram pelo quarto mês consecutivo e estão em "clara tendência de alta". São Paulo puxa o movimento, mas o Nordeste também se recupera bem: em Salvador, os preços já subiram 11% em doze meses

A tão esperada recuperação ainda não chegou a todos os setores da economia brasileira. Mas o baque sentido pelo mercado imobiliário foi relativamente curto, e as construtoras já estão olhando para o horizonte pós-pandemia com entusiasmo renovado. De acordo com um relatório do Credit Suisse, o segmento residencial está apresentando uma típica retomada em “V”.

O documento, assinado pelos analistas Daniel Gasparete, Pedro Hajnal e Vanessa Quiroga, afirma que as vendas na capital paulista estão se recuperando em ritmo acelerado. Em agosto, elas foram 46% maiores que em julho e 44% maiores que no mesmo mês de 2019.

O maior crescimento, porém, se deu no segmento de baixa renda, que registrou recorde de vendas mensais, com cerca de 3,5 mil unidades vendidas. É um salto de 92% sobre o mês anterior. Os lançamentos mais que triplicaram e chegaram a 8 mil unidades, contra 2,6 mil em julho.

Financiamentos chegam a pico histórico

O motor de grande parte das vendas de imóveis no Brasil é o financiamento. E, de acordo com o estudo, as operações a prazo também atingiram um pico histórico, chegando a R$ 11,7 bilhões em agosto. É um incremento de 75% sobre o mesmo período do ano passado.

Colabora para isso o fato de que as taxas de juros dessas operações estão mais baratas. De acordo com o banco, a taxa média praticada pelo mercado está em 7,3% ao ano – uma queda de 0,1% sobre a média de julho.

Embora a Caixa se mantenha na liderança absoluta, com 45% de market share, bancos privados têm crescido suas participações, com destaque para o Santander – que, graças a uma estratégia mais agressiva de taxas, viu seus financiamentos crescerem 55% sobre o mês anterior.

Preços sobem pelo 4º mês seguido

O relatório conclui que há uma “clara tendência de alta” nos preços. Em agosto, eles subiram pelo quarto mês consecutivo. A alta foi de 0,4% sobre julho e de 10% em doze meses.

Esse movimento é mais intenso na cidade de São Paulo, onde os preços subiram 16% em um ano, enquanto no Rio de Janeiro a recuperação vem sendo mais tímida, com alta de 3,5%.

Os mercados das principais capitais do Nordeste estão ganhando tração, principalmente Salvador, onde os imóveis estão em média 11% mais caros. Já em Fortaleza e Recife, as altas em doze meses foram de 5% e 3%, respectivamente.

Para os analistas, o mercado imobiliário está tendo uma recuperação em “V” devido ao aumento da confiança das construtoras – que saltou 4.3 pontos em agosto, chegando a 87.5 pontos.

A inflação medida pelo INCC, que captura a variação de preços da construção civil, acumula alta de 5% desde janeiro deste ano, puxada pelo aumento nos preços de materiais e insumos, que subiram 7,6% no mesmo período. Já o custo da mão de obra permanece estável na média nacional, mas, olhando mais de perto as regiões brasileiras, cresceu 2% no Nordeste e 4% no Sudeste.

Invista com TAXA ZERO de corretagem por 3 meses. Abra sua conta na Ágora Investimentos

Informe seu e-mail

Faça com que esse conteúdo ajude mais investidores. Compartilhe com os seus contatos