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Mercado

Stone eleva oferta por compra da Linx (LINX3)

Empresa vai pagar um adicional de 1,50 real por ação

Stone eleva oferta por compra da Linx (LINX3)
A disputa pelos ativos da Linx por Stone e Totvs ganha um novo capítulo (Foto: Toru Hanai/Reuters)
  • Linx afirmou que a Stone vai pagar um adicional de 1,50 real por ação da empresa, totalizando uma oferta de 33,56 reais por papel mais 0,0126774 ação classe A da Stone
  • Nesta terça, às 14h, ocorre a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) sobre a incorporação pela Stone, na qual os acionistas controladores da Linx (LINX3) terão direito a voto

(Reuters) – A Stone elevou nesta terça-feira (17) a porção em dinheiro de sua oferta de aquisição da produtora e software para varejo Linx (LINX3).

A Linx afirmou que a Stone vai pagar um adicional de R$ 1,50 por ação da empresa, totalizando uma oferta de R$ 33,56 por papel, mais 0,0126774 ação classe A da Stone.

As ações da Linx subiam 3% às 13h53, enquanto o Ibovespa mostrava alta de 0,95%. Em Nova York, StoneCo valorizava-se quase 2%. Até o fechamento desta segunda-feira (16), os papéis LINX3 estavam cotados a R$ 34,99, após caírem 4,92% durante o pregão. Os ativos acumulam desvalorização de 2,51% no mês e de 0,71% em 2020.

Nesta terça, às 14h, ocorre a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) sobre a incorporação pela Stone, na qual os acionistas controladores da Linx (LINX3) terão direito a voto. A Linx também recebeu uma oferta rival da empresa de software Totvs, que não será colocada em votação nesta terça.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou, nesta segunda-feira (16), que não vê caso concreto de conflito de interesse que possa impedir a votação dos executivos. O pedido de adiamento da reunião, que havia sido feito pelos próprios acionistas da companhia de software, foi indeferido.

No entanto, o órgão regulador não descarta uma investigação futura. “Sem prejuízo da verificação a posteriori quanto à regularidade do exercício do direito de voto pelos referidos acionistas, nos termos da Lei 6.404/76, inclusive quanto a se os referidos acionistas, ao exercerem seu direito de voto, teriam privilegiado interesses pessoais em detrimento do interesse social”, explica a CVM, na decisão.

As polêmicas envolvendo a transação entre Linx e Stone se arrastam desde meados de agosto, quando acionistas minoritários criticaram alguns termos do acordo que supostamente favoreceriam os controladores. Entre as partes condenadas estão as cláusulas de não-competição e a contratação do atual CEO da Linx, Alberto Menache, para a presidência do Conselho de Administração da StoneCo.

A gestora Fama Investimentos, que detinha 3% de participação na Linx, foi uma das principais vozes críticas à proposta da Stone. No início de novembro, a casa decidiu vender toda a sua participação na companhia.

Entenda as críticas da concorrente Totvs

A Totvs (TOTS3) havia prorrogado até esta terça-feira, 17 de novembro, sua proposta de combinação de negócios com a Linx (LINX3). Além de mencionar a possibilidade de aumentar a oferta, o fato relevante divulgado pela companhia no dia 8 de outubro traz críticas, como “vantagens assimétricas” e “benefícios particulares” contra a administração e os conselheiros da Linx, em relação à aprovação da proposta da Stone no dia 2 de outubro.

A Totvs afirma que o acordo firmado com a Stone gera vantagens assimétricas e benefícios particulares para alguns administradores e/ou acionistas e diz que a aprovação da proposta poderia ser enviesada pela criação de “ônus financeiros que dificultam ou impedem o livre exercício do direito de voto no interesse da companhia”.

“[Quando isso acontece,] cabe aos demais administradores ditos independentes uma responsabilidade ainda maior, já que são eles os únicos a realmente proteger o interesse geral dos acionistas”, diz o fato relevante.

O documento afirma que os conselheiros de companhias de controle difuso, como a Linx e a Totvs, que estão discutindo uma combinação de negócios, devem buscar outras ofertas e assegurar uma competição aberta e efetiva, além de permitir que “os acionistas, os verdadeiros donos da companhia, possam livremente decidir o que lhes for mais conveniente”.

A Totvs diz que a sua proposta não teve chance de ser apreciada pelos acionistas da Linx, porque a da Stone foi aprovada antes disso.

“A ausência de transparência e esse modus operandi de suprimir a possibilidade de escolha pelo acionista têm sido prática reiterada pela administração da Linx”, diz o fato relevante.

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