Apesar dessa mudança, a XP acredita que 2026 está “preparando o terreno” para um cenário mais benigno para as distribuidoras de energia. Na sua visão, Engie (ENGI) e Equatorial (EQTL3) são nomes essenciais (must own) para os próximos meses.
A corretora pontua ainda que o setor está bem-posicionado para ser um dos segmentos de melhor performance no ano, uma vez que grande parte das notícias negativas já está no preço.
Além disso, há uma agenda regulatória que pode trazer expectativa de aumento (upside) para as estimativas, como a criação de incentivos para manutenção de níveis elevados de capex, possível atualização da inadimplência regulatória e, no caso da Light (LIGT3), a atualização da metodologia de perdas, que deve estabelecer a criação de “Áreas com Severas Restrições Operacionais”.
Os analistas Raul Cavendish e Bruno Vidal destacam que veem a Engie e Equatorial oferecendo prazo médio para recuperar o investimento realizado na compra do ativo (duration) longo e alta sensibilidade à queda de juros.
Ainda no setor, Cemig (CMIG4) tem recomendação neutra, Light e Copel de compra. A XP também encerrou a sua cobertura de Neoenergia (NEOE3), após seu bem-sucedido processo de fechamento de capital.