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Educação Financeira

7 dicas para não ter dores de cabeça com o Pix

Usuários precisam zelar pelas chaves e senhas cadastradas no sistema

Por Thiago Lasco

23/10/2020 | 10:54 Atualização: 29/04/2021 | 13:52

Banco Central tem novas estratégias para o Pix, por isso é bom ficar de olho em como funciona o Pix parcelado.  (Cris Faga/ Pagos)
Banco Central tem novas estratégias para o Pix, por isso é bom ficar de olho em como funciona o Pix parcelado. (Cris Faga/ Pagos)

Leia mais:
  • O que os bancos ganham com o Pix: mais competição ou menos receita
  • Banco Inter: ‘O Pix beneficia quem luta por serviços mais justos’
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Com implantação prevista para o dia 16 de novembro, o Pix vai simplificar a vida de quem faz pagamentos e transferências. Mas os usuários ainda terão que se adaptar à novidade e precisarão tomar alguns cuidados para usar o sistema com segurança.

Isso inclui preservar os dados bancários do correntista, que podem ser surrupiados por golpistas, por meio de phishing. Nessa armadilha, um texto veiculado em redes sociais ou aplicativos de mensagens tentam fazer com que os desavisados, sob o pretexto de cadastrar sua chave no Pix, forneçam CPF, telefone e até dados bancários.

  • Baixe aqui o infográfico completo sobre o Pix

Para evitar fraudes e dores de cabeça, siga estas dicas. Elas são de Caio Lopes, cofundador da desenvolvedora de soluções digitais Mobile2You, e de Caio Mastrodomenico, CEO da fintech de fomentos Vallus Capital.

1 – Cuidado ao fazer o cadastro das chaves

Pelo sistema novo, seu endereço de e-mail ou seu número de celular já são informações suficientes para que outras pessoas façam transações com você. Para isso, você terá que cadastrar esses dados como chaves.

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Mas faça isso exclusivamente pelos canais oficiais da sua instituição bancária, como por exemplo, o aplicativo baixado em seu celular. Nesses canais, a instituição deve conferir se você realmente tem acesso àquela conta de e-mail ou aparelho de celular, enviando um SMS de confirmação, por exemplo, e só depois validará as chaves.

2 – Pediram sua senha? Desconfie!

Empresas nunca pedem senhas, sejam elas bancos, instituições ou outros. Se pedirem, desconfie – e jamais forneça. Da mesma forma, cuidado com eventuais solicitações de mudança de senha que você não fez. Quando você pede a alteração, recebe um link de confirmação em seu e-mail; se não pediu, não clique em nenhum link.

3 – Não instale programas ou abra arquivos em anexos

Ações desse tipo não fazem parte da operação normal em lojas e estabelecimentos. Por isso, se em algum local isso for pedido para você, desconfie: pode ser uma forma de roubar seus dados.

4 – Veja se o dinheiro foi transferido na hora

Com o Pix, não há mais um prazo de compensação até que o dinheiro caia na conta de destino: o valor é transferido imediatamente após a tela de confirmação, ou seja, a transação leva poucos segundos para ser efetuada. Caso você realize uma operação financeira e o dinheiro não apareça na mesma hora na conta que deveria recebê-lo, alguma coisa está errada. Procure o banco para saber o que aconteceu.

5 – Cancele seu cartão se achar necessário

Caso você tenha a suspeita de que seus dados possam ter sido expostos ou divulgados, cancele seu cartão, entre em contato com o banco ou instituição financeira e peça para bloquear suas contas e trocar o seu login.

6 – Não pague pelas transações

Se hoje os bancos cobram taxas para transferências entre pessoas físicas, com o Pix isso não vai mais acontecer. Então, preste atenção se seu banco cobra ou não taxas adicionais nas transferências realizadas pelo Pix, pois elas devem ser totalmente gratuitas. Apenas nos casos de vendas diretas é que existe uma cobrança de taxa. Verifique com sua instituição bancária qual é o valor e evite surpresas.

7 – Familiarize-se com os pagamentos com QR Code

Com o Pix, os QR Codes serão muito utilizados na hora de realizar pagamentos: familiarize-se com eles. O QR Code estático é uma imagem fixa, como um código de barras, e pode ser utilizado diversas vezes, em diferentes transações.

Ele é ideal para lojistas, prestadores de serviço e pessoas físicas: define-se um valor fixo para o produto e sempre que aquele código for lido pelo celular o valor em questão aparece para ser pago.

Já o QR Code dinâmico mostra uma imagem em movimento, que pode ser usada em uma única transação: depois de lido, o código não serve mais para nada. É um tipo de código mais formal, que será mais usado como um boleto (já que só pode ser pago uma vez).

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