O BB destaca que as ações da companhia acumulam queda de cerca de 20% apenas nos últimos três meses, sofrendo com as incertezas relacionadas às questões tributárias em discussão, especialmente quanto ao fim da dedução de juros sobre capital próprio (JCP) e da inclusão dos benefícios de ICMS na base de cálculo do IRPJ e CSLL (Medida Provisória 1.185/23).
“Entendemos que o destravamento de valor das ações da Hypera dependerá dos avanços das discussões tributárias, de forma a trazer segurança aos investidores sobre quais premissas deverão ser adotadas para fins de precificação do ativo corretamente. De fato, quando incorporarmos em nosso modelo de avaliação o fim da dedução de JCP do imposto de renda e a inclusão dos benefícios relacionados ao ICMS na base de cálculo do IRPJ e CSLL – sem utilização do crédito presumido de IRPJ gerado de acordo com a MP 1.185 – nosso preço-alvo para o final de 2024 cai para R$ 34,60, patamar próximo ao preço corrente do ativo”, avalia o banco.
Essa simulação, contudo, contempla o cenário mais negativo e, na visão do BB, também o menos provável de ocorrer. “A Hypera vem analisando alternativas para a utilização de outros créditos da companhia de forma a suprir o tax shield eventualmente perdido com novas regras para JCP. Além disso, há discussões jurídicas acerca da aplicabilidade das regras contidas na MP 1.185 sobre benefícios de ICMS concedidos sob a forma de crédito presumido, caso da Hypera. Nesse contexto, entendemos que o preço corrente abre uma oportunidade de valorização interessante para HYPE3, com a expectativa de destravamento do valor conforme sejam encaminhadas as questões acima elencadas”, pondera.