O Citi justifica a decisão apontando que esse movimento vem acontecendo há algum tempo, considerando que a receita líquida da varejista se mostrou 5-7% menor que as estimativas do Citi nos dois últimos trimestres. Houve também redução de 9% para a receita líquida em 2025 e 2026, mesmo que a casa tenha elevado a expectativa de margem de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) devido aos esforços contínuos para aumentar as eficiências.
Em relatório, os analistas João Pedro Soares e Felipe Reboredo afirmam que apesar da queda de 50% no valor da ação desde o início do ano, eles enxergam um potencial de valorização restrito, cerca de 13% ante o valor atual, já que as despesas financeiras continuam a absorver a maior parte do Ebitda/Fluxo de caixa livre (FCF).
Visando incorporar suposições de crescimento, operação mais conservadoras e o plano de Recuperação Extrajudicial, o Citi mantém uma recomendação neutra/alto risco da Casas Bahia, reduzindo o preço-alvo de R$ 10 para R$ 6,50, o que representa um potencial de valorização de 13% sobre o fechamento de ontem.