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Dólar hoje abre em leve alta com otimismo com Fed e novos dados de inflação no Brasil

Para 2024, a estimativa de inflação subiu pela sexta semana consecutiva, passando de 4,22% para 4,25%

Por Murilo Melo

26/08/2024 | 9:20 Atualização: 26/08/2024 | 12:17

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

O dólar hoje abriu em alta de 0,08%, cotado a R$ 5,4861. Na sexta-feira (23), a moeda americana encerrou o pregão em baixa de 1,99%, sendo comercializada a R$ 5,4794, revertendo a forte alta na abertura do dia (com avanço de 1,99%, a R$ 5,590).

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No mesmo dia, o mercado financeiro foi tomado por um sentimento de otimismo depois que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, indicou, em seu discurso no Simpósio de Política Econômica de Jackson Hole, que o início do afrouxamento monetário nos Estados Unidos pode acontecer em setembro.

Powell mencionou que os riscos para a inflação estão menores e os riscos de queda no emprego são maiores, sugerindo que “é o momento certo” para flexibilizar a política monetária e que “o caminho a ser seguido está claro”.

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Atualmente, a principal incerteza é o tamanho do corte nas taxas de juros. Powell afirmou que a decisão dependerá dos “dados que forem divulgados, da evolução das expectativas e do equilíbrio dos riscos”. Por isso, esta semana é de atenção para o mercado. Nos próximos dias, serão divulgados os números do Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE), que é o indicador inflacionário preferido do Fed, além da segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.

Esses dados devem ajudar o banco central americano a decidir se o primeiro corte de juros será de 0,25 ou 0,50 ponto percentual. A ferramenta de monitoramento CME FedWatch aponta para uma maior probabilidade de um corte menor, com 76% das apostas nesse sentido.

No Brasil, os investidores estão atentos à participação de Gabriel Galípolo, representante do Banco Central, no Tribunal de Contas de Teresina. Considerado o possível sucessor de Roberto Campos Neto, Galípolo pode trazer novos enfoques ou, pelo menos, sugerir alternativas ao Banco Central que não envolvam necessariamente o aumento da Selic, especialmente considerando um cenário mais favorável para os juros nos Estados Unidos.

Boletim Focus: projeção para o PIB deste ano passa de 2,23% para 2,43%

Enquanto isso, economistas do mercado financeiro aumentaram suas projeções de inflação para este ano e para 2025. Essas previsões, resultado de uma pesquisa com mais de 100 instituições financeiras, constam do relatório Focus divulgado pelo Banco Central.

Para 2024, a estimativa de inflação subiu pela sexta semana consecutiva, passando de 4,22% para 4,25%. Dessa forma, a expectativa dos analistas para a inflação de 2024 continua se distanciando da meta central de inflação e se aproximando do teto estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

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A meta de inflação é de 3% para este ano e será considerada cumprida se o índice ficar entre 1,5% e 4,5%. Para 2025, a projeção de inflação aumentou de 3,91% para 3,93% na semana passada. A meta para o próximo ano também é de 3% e será considerada cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.

O Banco Central já está mirando nas metas de inflação para o próximo ano e para os 12 meses até meados de 2026 ao definir a taxa básica de juros para tentar controlar o aumento dos preços. Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população, principalmente entre aqueles que recebem salários mais baixos, pois os preços dos produtos sobem sem que os salários acompanhem esse crescimento.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, a previsão do mercado aumentou de 2,23% para 2,43%. O PIB, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é utilizado para medir a performance da economia. Já para 2025, a expectativa de crescimento do PIB recuou de 1,89% para 1,86%.

Em relação à taxa de juros, os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para a taxa básica da economia brasileira para o final deste ano. A taxa Selic, atualmente em 10,50% ao ano, foi mantida na última reunião, sendo a segunda vez consecutiva que isso acontece.

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Para o fechamento de 2024, a previsão para a Selic permaneceu em 10,50% ao ano, indicando que o mercado espera que não haja mais alterações na taxa de juros este ano. Para o fim de 2025, a estimativa do mercado financeiro se manteve estável em 10% ao ano, o que sugere que os economistas ainda preveem cortes nas taxas de juros no próximo ano.

Além dessas previsões, outras estimativas do mercado financeiro foram divulgadas pelo Banco Central. A projeção para a taxa de câmbio para o final de 2024 subiu de R$ 5,31 para R$ 5,32, enquanto a estimativa para o final de 2025 permaneceu em R$ 5,30. Para o saldo da balança comercial, que é o resultado das exportações menos as importações, a previsão de superávit para 2024 aumentou de US$ 82,4 bilhões para US$ 83,5 bilhões.

Para 2025, a expectativa de saldo positivo subiu de US$ 78,5 bilhões para US$ 79,5 bilhões. A previsão de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil para este ano aumentou de US$ 70 bilhões para US$ 70,3 bilhões, e para 2025, a estimativa de ingresso subiu de US$ 71,2 bilhões para US$ 72 bilhões.

Até então, o dólar teve alta de 0,21% na semana, recuo de 3,09% no mês e subiu 12,92% no ano.

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