No centro das atenções, estão as novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo tarifas comerciais e a defesa da anexação da Groenlândia. O republicano anunciou tarifas progressivas sobre produtos de oito países europeus para forçar um acordo sobre a compra da Groenlândia, com alíquotas de 10% a partir de fevereiro de 2026 e de 25% em junho, caso não haja avanço nas negociações.
A União Europeia avalia retaliar com tarifas de €93 bilhões ou restrições a empresas americanas e convocou uma reunião extraordinária. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou ter discutido a segurança da Groenlândia e do Ártico com Trump. O aumento das incertezas geopolíticas elevou a busca por proteção. O ouro renovou máximas históricas e superou US$ 4.700 por onça-troy, reforçando o clima defensivo nos mercados internacionais.
Outro ponto de atenção é a expectativa em torno da Suprema Corte dos Estados Unidos, que pode julgar a legalidade das tarifas impostas por Trump. O governo americano já sinalizou que, em caso de derrubada, pretende substituir rapidamente os tributos por novas medidas, o que mantém o risco comercial no radar dos investidores.
Por aqui, o real pode se beneficiar parcialmente do enfraquecimento do dólar no exterior, mas o avanço dos rendimentos dos Treasuries nos prazos mais longos atua como fator de contenção para moedas de países emergentes.
Com informações do Broadcast*