As contas mostram dinamismo limitado dos investimentos e, em alguns trimestres, fraqueza absoluta, revelando cautela e seletividade nas decisões de alocação de capital. Segundo os economistas Gabriel Couto e Felipe Kotinda, que assinam o relatório, os dados reforçam o argumento de que a política monetária mais restritiva continua produzindo efeito. Mesmo assim, o banco não muda a expectativa de aceleração da atividade no primeiro trimestre de 2026, dado o impulso à demanda vindo de estímulos fiscais.
O estudo do Santander observa que, mesmo excluindo as plataformas de petróleo, o investimento no Brasil mostrou crescimento na base anual completa de 2025. Porém, tal crescimento se deveu, principalmente, ao efeito de carryover – a herança estatística deixada pelo ano anterior –, já que os três primeiros trimestres do ano passado indicaram variações negativas.