Em fevereiro e março de 2020 a mídia brasileira chegou a publicar notícias alegando que o grupo Berkshire Hathaway tinha praticamente triplicado a fatia que detinha no IRB. Na época, o grupo, que pertence ao bilionário e mundialmente famosos Warren Buffett, desmentiu a informação, enfatizando que nunca teve intenção de ser acionista da companhia. O esquema foi visto pelo governo norte-americano como uma forma fraudulenta de elevar o preço das ações do IRB em um período de crise para a resseguradora.
O acordo foi pactuado em um Non-Prosecution Agreement (NPA, acordo de não acusação, em tradução livre) assinado em 20 de abril. Devido em parte à ampla cooperação e remediação do IRB neste caso, a SEC não impôs qualquer penalidade como parte de seu acordo com a companhia.
Na quarta-feira, 10, a SEC anunciou que protocolou e solicitou aprovação do acordo pela U.S. District Court for the Southern District of New York (Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, em tradução livre).
“Em função da celebração do acordo e a assinatura do NPA, a companhia continuará cooperando com a SEC e o DOJ, visando aprimorar suas práticas de controles internos, governança e conformidade, submetendo-se ao acompanhamento e reporte periódico ao DOJ por um período de até 3 anos”, comunicou o IRB Brasil, em fato relevante.