

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou há pouco o hospital Sírio-Libanês em São Paulo. O petista ficará em sua casa na capital paulista pelo menos até quinta-feira (19), antes de retornar a Brasília. Lula passará por um exame na quinta para monitorar sua recuperação dos dois procedimentos cirúrgicos aos quais foi submetido na última semana para tratar um sangramento intracraniano. Se tudo evoluir bem, ele será liberado para voltar à capital federal.
Leia também: Veja 5 impactos da política no mercado financeiro
O presidente da República disse que precisará ficar “mais ou menos tranquilo” pelos próximos 60 dias por causa dos procedimentos cirúrgicos que fez na cabeça na última semana, mas que tem uma reunião ministerial para fazer até o fim do ano. Ele deu as declarações há pouco no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, de onde teve alta nesta manhã.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
Havia expectativa de uma reunião ministerial na próxima quinta. Esse calendário era anterior à hospitalização do presidente. Agora, não há certeza da data, pois o petista ainda deverá estar em São Paulo. Lula apareceu de surpresa na entrevista coletiva em que sua equipe médica explicava seu estado de saúde. O presidente vestia um chapéu para não mostrar o curativo na cabeça, segundo ele próprio contou. “Estou inteiro e com mais vontade de trabalhar”, disse o petista.
O presidente da República disse que ainda precisa decidir se participará do Natal dos Catadores em São Paulo. Trata-se de um ato político do qual o petista participa há anos. Lula também disse que não viajará nos feriados de Natal e Ano Novo e que passará essas datas em casa.
O presidente disse a jornalistas neste domingo (15), que só entendeu a gravidade de seu caso depois que foi operado. O petista passou por dois procedimentos cirúrgicos na última semana para tratar um sangramento intracraniano. Teve alta do hospital mais cedo e passará alguns dias se recuperando em São Paulo antes de voltar para Brasília. “Só fui tomar consciência da gravidade do que aconteceu comigo depois da cirurgia”, disse o presidente da República.
O sangramento teria sido uma consequência de uma pancada na cabeça sofrida pelo chefe do governo em outubro por causa de um acidente doméstico. Ele disse que achava já estar totalmente curado, e que ficou assustado com a quantidade de líquido em sua cabeça, detectada pelos exames. O petista afirmou que sentiu dores de cabeça no domingo (8), mas que achou que elas eram decorrentes da exposição ao sol. Lula contou que havia passado o dia na Granja do Torto, onde ficou um tempo na piscina. No dia seguinte, acordou se sentindo estranho.
Publicidade
Lula afirmou ter percebido que seus passos estavam mais lentos, que tinha os olhos vermelhos e que sentia muito sono. Ainda assim, o petista só foi para o hospital entre o fim da tarde e o começo da noite de segunda-feira (9), depois de uma reunião com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ele disse que os médicos ficaram assustados com o resultado da tomografia e o mandaram com urgência para São Paulo. Lula afirmou que precisou esperar o avião presidencial, que estava no Rio de Janeiro, chegar a Brasília para levá-lo à capital paulista. Ele havia feito uma viagem grande dias antes, ao Uruguai.
O compromisso incluiu o anúncio do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, o que o presidente Lula descreveu como uma “questão de honra”. O petista passou uma mensagem religiosa e disse que Deus tem cuidado dele de forma “muito generosa”.