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Tempo Real

Queda em commodities e cautela por Rússia/Ucrânia pesam no Ibovespa

Depois de perder o suporte dos 110 mil pontos, o Ibovespa caiu para 108 mil e já está no nível dos 107 mil

Por E-Investidor

15/03/2022 | 11:48 Atualização: 15/03/2022 | 11:48

Desde 1997, a Bolsa de Valores brasileira implantou o pregão eletrônico, reduzindo a burocracia e democratizando o acesso ao mercado de ações e outros ativos. (Foto: Shutterstock)
Desde 1997, a Bolsa de Valores brasileira implantou o pregão eletrônico, reduzindo a burocracia e democratizando o acesso ao mercado de ações e outros ativos. (Foto: Shutterstock)

Um dia antes da Super Quarta, quando serão definidos os juros no Brasil e nos Estados Unidos, o Ibovespa adota cautela, com destaque para recuo expressivo das commodities. A desvalorização do petróleo e do minério de ferro, principalmente, pesa no índice Bovespa. Além disso, a identificação de dois casos da variante Deltacron do coroanvírus no Brasil fica no radar.

Leia mais:
  • Novo boom das commodities: o investidor precisa saber
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Depois de perder o suporte dos 110 mil pontos, o Ibovespa caiu para a faixa dos 108 mil pontos no começo do pregão e já está no nível dos 107 mil pontos, algo visto pela última vez no dia 25 de janeiro de 2022, quando a mínima diária atingiu 107.185,38 pontos. Há pouco, o Ibovespa registrou uma série de mínimas e passou a oscilar no patamar abaixo do suporte dos 108 mil pontos.

Segundo Felipe Graciano, especialista em renda variável da Blue3, as medidas restritivas em algumas cidades da China após novos surtos de covid-19 reforçam cautela quanto a problemas na cadeia produtiva e em relação à inflação mundial, que já está elevada.

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“Quando a China interrompe essas atividades, isso vai afetar em cheio o consumo local, mas o mundo todo vai sofrer, especialmente o Brasil principal parceiro da China. Quando cessa essa fonte, o mercado fica vendido, sem nenhum país que possa suprir aquela demanda”, avalia. Às 11h09, o Ibovespa cedia 1,95%, aos 107.780,86 pontos. Vale ON e Petrobras perdiam na faixa de 4%, na esteira da queda do minério e do petróleo, respectivamente.

Cautela com a China empurra o indicador para o negativo, após o país adotar medidas restritivas em algumas cidades para conter novos surtos de covid-19. Além disso, os EUA dizem a aliados que Pequim sinalizou fornecer apoio militar à Rússia, o que é negado pela diplomacia chinesa. Ontem, o Ibovespa caiu 1,60%, fechando ao menor nível desde 24 de janeiro, aos 109.927,62 pontos.

“A China ganha relevância à medida que não se sabe para onde as conversas diplomáticas irão qual partido Pequim tomará em relação à guerra. Isso pode gerar mais volatilidade nos mercados e indicar que o conflito pode durar mais tempo”, avalia Marcos Olmos, diretor de VC e sócio da VOX Capital. Segundo Olmos, este quadro pode gerar mais assimetria do cenário e ser mais negativo em termos inflacionários.

Neste cenário, crescem expectativas de posturas mais duras por parte dos bancos centrais, e ficam ainda mais no radar e o relatório mensal da Opep. Conforme o economista-chefe do ModalMais, Álvaro Bandeira, a perda do suporte técnico dos 110 mil pontos, se continuar, certamente implicará em aceleração da queda. De um lado, o petróleo reage em queda de quase 8% à expectativa de avanço nas negociações entre Rússia e Ucrânia que levem a um cessar-fogo, embora os ataques prossigam.

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A cotação cai aquém de US$ 99 por barril. Na outra ponta, preocupações com a demanda por commodities como um todo estão no radar, à medida que a China segue adotando medidas restritivas para conter o avanço da covid-19 no país. Com isso, os dados chineses de atividade acima do esperado ficam em segundo plano. Sendo assim, as ações ligadas ao setor de matérias-primas metálicas sofrem. Em Dalian, o minério de ferro caiu quase 5% e teve retração de 5,23% no porto chinês de Quingdao.

“Os novos riscos trazidos pela pandemia China elevam os receios quanto ao desempenho futuro da atividade econômica do país. Ademais, notamos que outra consequência dessa implacável política anti-Covid da China continua sendo o atraso no ajustamento das cadeias mundiais de produção”, avalia nota da Renascença.

Em meio ao quadro de juros mais alto por um tempo maior no Brasil, deve gerar ainda mais atenção o balanço da varejista Magazine Luiza, que teve lucro líquido de R$ 93 milhões no quarto trimestre de 2021, queda de 57,6% em relação ao mesmo período de 2020. As ações da empresa caem mais de 10%. Após o fechamento da B3, saem os resultados da CVC.

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