O crescimento foi puxado principalmente pela aceleração das vendas nas mesmas lojas, indicador conhecido como SSS, que mede a evolução das unidades já abertas há pelo menos 12 meses e exclui efeitos de expansão. No recorte de lojas maduras, o MSSS subiu 14,5% e atingiu nível recorde, impulsionado pela maior demanda por medicamentos da classe GLP-1, usados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade e que têm elevado tíquete médio, além do bom desempenho de categorias como higiene pessoal e cosméticos.
No consolidado de 2025, a companhia apurou lucro de R$ 1,3 bilhão, alta de 4,2% ante 2024, com margem líquida de 2,8%. A alavancagem, indicador que relaciona a dívida líquida ao Ebitda e mede a capacidade de pagamento da empresa, encerrou dezembro em 1,2 vez o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses.
Para a XP Investimentos, o conjunto de números do 4T25 superou as expectativas operacionais, mesmo após um período já considerado forte para a empresa. A corretora destacou o Ebitda cerca de 2% acima do projetado e a expansão da margem, além do avanço das vendas digitais, que cresceram 78% no trimestre e passaram a representar 29% da receita. A XP reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 31, o que implica potencial de valorização de 29,5% em relação ao fechamento anterior.
A Ativa também classificou o trimestre como sólido. A corretora ressaltou que tanto o SSS quanto o MSSS vieram acima das estimativas, refletindo ganhos com GLP-1, vencimento de patentes que favoreceu genéricos e bom desempenho em perfumaria. A margem bruta, porém, seguiu pressionada pela maior participação desses medicamentos no geral, que possuem dinâmica comercial distinta. A Ativa também mantém recomendação de compra e aponta preço-alvo de R$ 29, potencial de alta de 21,1%.
Com informações de Júlia Pestana e Amélia Alves, da Broadcast.