O Banco Safra elevou o preço-alvo das ações da companhia para R$ 10,00, projetando melhora nas margens. (Imagem: Adobe Stock)
O Safra elevou o preço-alvo das ações do Assaí (ASAI3) de R$ 9,40 para R$ 10,00 por ação em 12 meses, após atualizar estimativas para incorporar os resultados do primeiro trimestre de 2026 e novas premissas macroeconômicas. Apesar da revisão, o banco manteve recomendação neutra para o papel, citando um ambiente competitivo ainda desafiador e potencial de valorização limitado.
Segundo os analistas Vitor Pini, Tales Granello e Renan Sartorio, o novo preço-alvo representa upside (potencial de alta) de cerca de 16% sobre a cotação atual de R$ 8,59. O Safra também elevou suas projeções de lucro por ação ajustado em 5% para 2026 e em 3% para 2027, refletindo expectativas de melhora de margens operacionais.
A revisão das estimativas veio acompanhada de uma postura mais conservadora em relação ao crescimento das vendas nas mesmas lojas (SSS). O Safra reduziu a projeção de SSS para 1,5% em 2026 e 2027, abaixo das estimativas anteriores e também inferior à expectativa de inflação de alimentos, estimada em 4,4% para 2026.
Na avaliação do banco, o cenário macroeconômico mais difícil, combinado à concorrência acirrada e à menor renda disponível das famílias, deve continuar pressionando o desempenho operacional da companhia.
Por outro lado, o Safra passou a projetar margens Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) mais altas entre 2026 e 2028, de 6%, ante 5,8% anteriormente. A melhora reflete esforços da companhia para elevar margem bruta e reduzir despesas administrativas e gerais.
“O balanço entre números operacionais melhores e resultados financeiros marginalmente superiores deve levar a um aumento do lucro líquido frente às estimativas anteriores”, afirmaram os analistas.
O banco também destacou expectativa de aceleração no processo de desalavancagem da companhia, com redução da relação dívida líquida/Ebitda de 0,4 vez em 2026 e de 0,2 vez em 2027.
Apesar das revisões positivas, o Safra considera que a ação negocia em valuation (valor do ativo) exigente, com múltiplo preço sobre lucro estimado de 13 vezes para 2026. Entre os principais riscos para a tese, o banco cita o ambiente macroeconômico, a competição no setor, execução de novas iniciativas e eventuais mudanças de controle acionário.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast