Os títulos do Tesouro Direto amanheceram nesta quinta-feira (30) oferecendo taxas ligeiramente mais baixas que a véspera, após a decisão do Banco Central de reduzir a taxa de juros do País.
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Os títulos do Tesouro Direto amanheceram nesta quinta-feira (30) oferecendo taxas ligeiramente mais baixas que a véspera, após a decisão do Banco Central de reduzir a taxa de juros do País.
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O Tesouro Prefixado paga entre 13,74% e 13,84% ao ano, com prazos entre 2029 e 2032. Entre os indexados à inflação, incluindo IPCA+, Renda+ e Educa+, é possível encontrar juros reais entre 6,93% e 7,82% ao ano. Na quarta-feira (29), a maior taxa era de IPCA + 7,95%. Ainda assim, os níveis de retorno atuais continuam acima da média e são considerados por especialistas como uma janela de oportunidade.
Fábio Murad, Sócio e Fundador da Ipê Avaliações, explica que os títulos do Tesouro Direto enfrentam uma pressão de alta nas taxas devido à combinação de uma política monetária mais restritiva e a escalada de tensões geopolíticas, como o aumento dos preços do petróleo e o impacto do cenário externo. “A forte volatilidade reflete um mercado recalibrando suas expectativas para juros mais altos por mais tempo. O corte da Selic, embora iniciado, ainda não consegue reverter a trajetória de custos mais elevados, o que beneficia os novos investidores com rentabilidades atraentes, mas penaliza o valor de mercado dos títulos antigos”, diz.
Os títulos IPCA+ oferecem taxas ligeiramente abaixo da sessão anterior, mas segue nos maiores patamares do mês. O nível de retorno só ultrapassou o patamar atual de 07 de abril; naquele pregão, o petróleo operava acima de US$ 100 o barril enquanto o mercado, em cautela, acompanhava o término do prazo dado pelos EUA para que o Irã reabrisse Ormuz.
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Quase um mês depois, pouca coisa mudou. O conflito segue em voga, pressionando o câmbio e a curva de juros. Na madrugada desta quinta-feira, o Brent chegou a de US$ 115, mas opera novamente na casa dos US$ 110.
As atenções, no entanto, também estão voltadas à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na véspera. O grupo do Banco Central optou por reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 14,5% ao ano, como já era esperado pelo mercado, e sinalizou que deve manter o ritmo gradual de ajustes enquanto monitora o conflito do Oriente Médio e o petróleo.
Isso deu certo alívio à curva de juros. Pela manhã, por volta de 10h, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía para 14,155%, de 14,209% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 recuava para 13,720%, de 13,855%, e o vencimento para janeiro de 2031 cedia para 13,725%, de 13,852% no ajuste de ontem.
*Com informações do Broadcast
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