As ações da Usiminas (USIM5) disparam e lideram os ganhos do Ibovespa nesta quinta-feira (14). Às 16h18 (de Brasília), os papéis da empresa saltavam 7,75%, cotados a R$ 9,87. Só em 2026, os ativos registram valorização de 65,88%.
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As ações da Usiminas (USIM5) disparam e lideram os ganhos do Ibovespa nesta quinta-feira (14). Às 16h18 (de Brasília), os papéis da empresa saltavam 7,75%, cotados a R$ 9,87. Só em 2026, os ativos registram valorização de 65,88%.
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Em relatório divulgado hoje, os analistas Rafael Barcellos, do Bradesco BBI, e Renato Chanes, da Ágora Investimentos, elevaram o preço-alvo para a ação da companhia de R$ 6 para R$ 10, com recomendação neutra. Segundo as casas, os fundamentos têm surpreendido positivamente em relação às expectativas iniciais do mercado, mas a forte valorização recente já parece incorporar a melhora na perspectiva de resultados para 2026, além dos reajustes de preços implementados entre abril e junho.
Nesses níveis de preço, os analistas apontam que a ação parece precificar uma geração de caixa entre 5% e 8% do valor de mercado da Usiminas para 2026 e 2027, um nível substancialmente menor do o que de seus pares. “Embora ainda vejamos espaço para novas altas nos preços do aço plano no Brasil nos próximos meses, a pressão de custos — combinada a contratos com defasagem de repasse — tende a limitar a expansão de margens nos próximos trimestres, risco que entendemos ainda não estar totalmente precificado pelo mercado”, afirmam.
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Além disso, Barcellos e Chanes destacam que sinais de demanda mais fraca podem restringir a capacidade das siderúrgicas locais de sustentar uma paridade de preços favorável. “Entendemos que o equilíbrio entre risco e retorno da tese se tornou menos interessante nos níveis atuais”, concluem.
De acordo com os analistas, eventuais revisões mais construtivas para a tese dependeriam de uma aceleração adicional de preços e margens no segundo semestre e de uma execução operacional acima do esperado, compensando pressões de custo. A recuperação da demanda doméstica também é importante, assim como a maior visibilidade sobre a eficácia das medidas de defesa comercial na contenção de importações.
Para 2027, Barcellos e Chanes veem possível melhora na Usiminas, sustentada por desempenho operacional mais forte, mas ainda limitada por elevados investimentos, que podem aumentar caso avance o projeto de extensão da vida útil das minas de minério de ferro. “Do ponto de vista operacional, a melhora dos preços globais do aço — impulsionada por restrições de oferta e aumento de custos de insumos — tem favorecido a dinâmica de preços no Brasil, embora a demanda local mais fraca e contratos com montadoras possam retardar o repasse integral”, acrescentam.
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