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Os mercados globais encerraram a sessão desta sexta-feira (15) em tom defensivo, refletindo o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que impulsionou o petróleo a uma alta de mais de 3% e reacendeu preocupações com a inflação global.
Nesse contexto, os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) avançaram e o dólar se fortaleceu frente aos principais pares, em meio à maior busca por ativos de proteção.
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Ao mesmo tempo, a leitura cautelosa sobre a relação entre Estados Unidos e China — após sinais ainda considerados limitados da recente interação entre líderes —manteve as bolsas internacionais pressionadas, enquanto commodities metálicas perderam fôlego ao longo do dia.
No Brasil, o movimento acompanhou o exterior. O Ibovespa terminou em queda, pressionado pelo ambiente global mais adverso, com o fortalecimento do dólar e a alta dos juros internacionais reduzindo o apetite por risco doméstico. No câmbio, o dólar frente ao real fechou com alta de 1,63% cotado aos R$ 5,07 refletindo realocação de fluxos para ativos mais defensivos e menor atratividade relativa da bolsa local.
A curva de DI abriu ao longo de praticamente toda a estrutura, influenciada pelo estresse externo e pela alta do petróleo — que eleva as expectativas de inflação — apesar de dados mais fracos de atividade ajudarem a limitar a pressão nos vértices mais curtos.
A sessão também foi marcada por maior volatilidade intradiária, em meio ao vencimento de opções. Ao término do pregão, o Ibovespa tinha queda de 0,61% aos 177.284 pontos com giro financeiro de R$ 31,6 bilhões.
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