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A quarta-feira (4) terminou com um ambiente mais construtivo nos mercados globais, em um movimento de recuperação após dias marcados por forte aversão ao risco. As bolsas de Nova York e Europa fecharam em alta, enquanto o petróleo teve sessão volátil, mas encerrou próximo da estabilidade.
O alívio global foi reforçado por dados de serviços acima do esperado nos Estados Unidos, que sugeriram demanda mais firme e sustentaram o apetite a risco. O dólar perdeu força frente a outras moedas e os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) permaneceram pressionados, com investidores monitorando a trajetória da política monetária americana.
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No Brasil, o Ibovespa acompanhou o tom positivo internacional e encerrou em alta, apoiado pelo desempenho do setor financeiro, que avançou após decisão que permite aos bancos deduzirem antecipações ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) —medida que ajudou a melhorar o humor do mercado. Papéis de consumo e varejo também tiveram sessão favorável, acompanhando a melhora do apetite a risco.
Em contrapartida, ações ligadas a commodities metálicas recuaram diante da queda do minério de ferro, enquanto Petrobras (PETR3; PETR4) devolveu parte das altas recentes após a pausa no rali do petróleo. O dólar recuou e contribuiu para a queda dos juros futuros, em movimento técnico de ajuste após o estresse recente.
Com isso, o Ibovespa avançou 1,24%, aos 185.366 pontos, com um giro financeiro de R$ 26,7 bilhões, enquanto o dólar recuou 0,89%, cotado a R$ 5,22.
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