• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Renda fixa digital tem rentabilidade média de 19%: entenda como funciona e quais são os riscos

Tokenização, crédito privado e plataformas online impulsionam o crescimento do segmento, que combina maior retorno potencial com novos desafios

Por Isabela Ortiz

24/04/2026 | 9:29 Atualização: 24/04/2026 | 9:29

Plataformas digitais e tokenização impulsionam nova fase da renda fixa, ampliando acesso e diversidade de investimentos (Foto: Adobe Stock)
Plataformas digitais e tokenização impulsionam nova fase da renda fixa, ampliando acesso e diversidade de investimentos (Foto: Adobe Stock)

A renda fixa digital ganha espaço sendo um desdobramento da tecnologia no mercado financeiro como resposta a um ambiente de crédito mais restritivo e juros ainda elevados. Trata-se de uma evolução da renda fixa tradicional, que passa a incorporar plataformas digitais, novas estruturas e maior acesso para investidores. Segundo especialistas, o conceito mantém a essência: o investidor empresta dinheiro e recebe juros em troca.

Leia mais:
  • Risco moral pode ser mais relevante do que o de crédito, diz co-CEO da RB Asset
  • Cresce a compra e a venda de ativos problemáticos no País: maioria busca retorno mínimo de 20%, diz EY
  • Gestora da XP lança primeiro ETF de prata do País, o 13º em quatro meses
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“A chamada renda fixa digital é, na prática, uma evolução da renda fixa tradicional, com o uso de tecnologia, principalmente a tokenização“, afirma Henrique Soares, planejador financeiro CFP pela Planejar. Nesse modelo, ativos como recebíveis ou dívidas são transformados em representações digitais, os chamados tokens, que podem ser distribuídos e negociados online.

Esse processo amplia o acesso a operações que antes ficavam restritas a grandes instituições.

Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, explica que a renda fixa digital “utiliza plataformas digitais para conectar investidores a operações de crédito que antes estavam concentradas em grandes instituições, como FIDCs [Fundo de investimento em direitos creditórios], debêntures e outros instrumentos lastreados em recebíveis”.

Com isso, há uma aproximação maior entre o investidor e a economia real, além de mais eficiência na alocação de recursos.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Esse mercado reúne tanto títulos tradicionais como Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito de Agronegócio (LCAs) e debêntures — distribuídos digitalmente, quanto estruturas mais sofisticadas, incluindo operações de crédito estruturado e ativos tokenizados. Como resume Diego Endrigo, também planejador CFP pela Planejar, trata-se da “modernização de um mercado já consolidado”, em que a tecnologia encurta distâncias e amplia o leque de oportunidades.

Esse avanço não ocorre por acaso

O crescimento da renda fixa digital acompanha mudanças mais amplas no mercado de crédito brasileiro. Com maior rigor na concessão por parte dos bancos, empresas passaram a buscar alternativas de financiamento, enquanto investidores passaram a procurar ativos com melhor retorno.

“Houve uma migração natural para estruturas alternativas, especialmente aquelas ligadas ao crédito privado”, observa Lima.

Os dados qualitativos apontam que esse movimento ganhou força a partir de 2025 e segue acelerando em 2026. Segundo o relatório da DeFin com o Mercado Bitcoin (MB) e outros players, ano passado o mercado somou R$ 3,34 bilhões em volume ofertado, distribuídos em 614 emissões, com uma taxa de sucesso de captação de 99,7%, indicando forte aderência entre oferta e demanda. Somente o MB, por exemplo, realizou realizou cerca de 350 emissões com distribuição mensal em torno de R$ 150 milhões.

Além disso, a rentabilidade média observada foi de 18,9% ao ano, com 62,1% das emissões pagando entre CDI e CDI+5%, evidenciando prêmios de risco superiores aos produtos tradicionais, especialmente em setores como tecnologia e educação.

Outro ponto relevante é o perfil das operações e as condições de investimento. Quase metade das emissões (45,8%) foi de até R$ 500 mil, com prazos mais curtos (até 12 meses) e taxas prefixadas, mostrando forte presença do varejo. Ao mesmo tempo, há operações maiores, que chegam a R$ 885 milhões, geralmente com prazos acima de 24 meses e indexadas ao CDI, o que amplia as possibilidades de alocação.

Para o investidor, isso significa acesso a uma classe com tickets mais baixos, em alguns casos a partir de cerca de R$ 25, mas que ainda enfrenta desafios importantes, como baixa liquidez no mercado secundário, incertezas tributárias e limitações regulatórias, fatores que podem impactar o retorno final e a capacidade de saída antes do vencimento

Publicidade

Wanderley Gonçalves, planejador financeiro CFP e MBA em Finanças pela B7 Business School, destaca que o mercado “vem deixando a fase experimental e entrando em um estágio de maior consolidação”, atraindo tanto investidores institucionais quanto de varejo. Na mesma linha, Rhaiza Paixão, planejadora financeira CFP e especialista em investimentos, afirma que o segmento “já saiu da fase experimental e começou a sua consolidação”, ainda que com poucos grandes players.

O que esperar da renda fixa digital

Para o segundo semestre, a expectativa é de continuidade desse crescimento, mas com mudanças importantes no perfil do mercado. A tendência é de maior amadurecimento, com investidores mais seletivos e exigentes. Como aponta Lima, o volume deve continuar avançando, mas “a qualidade passa a ser o principal diferencial”, com maior atenção à governança, histórico e estrutura das operações.

Soares destaca que pode haver “mais clareza e segurança para o mercado”, enquanto Gonçalves aponta que a regulação tende a trazer padronização e maior transparência. Esse ambiente mais estruturado pode reforçar a confiança e ampliar ainda mais a participação de pessoas físicas.

Os atrativos e os riscos

Entre os principais atrativos, está a democratização do acesso. A renda fixa digital permite investir com valores menores e acessar produtos antes restritos, além de oferecer, em alguns casos, taxas mais atrativas. Isso ocorre, em parte, pela redução de intermediários.

“Um dos atrativos é o prêmio de risco mais elevado, ou seja, taxas superiores às da renda fixa tradicional”, afirma Rhaiza.

Além disso, a tecnologia traz ganhos de eficiência e transparência. A digitalização permite comparar taxas, prazos e riscos com mais facilidade, além de oferecer maior rastreabilidade das operações. Em alguns casos, o uso de blockchain contribui para mais segurança e agilidade no registro e liquidação dos ativos.

Mas o avanço vem acompanhado de riscos. Um dos principais pontos é que muitas dessas operações envolvem crédito privado, nem sempre com garantias tradicionais. Isso significa que o investidor está exposto diretamente à capacidade de pagamento do emissor.

“Digital não significa ausência de risco”, reforça Diego Endrigo. Entre os pontos de atenção estão o risco de crédito, a complexidade das estruturas e a possibilidade de perdas em cenários adversos, especialmente em ativos marcados a mercado. A liquidez também pode ser limitada, dificultando a venda antes do vencimento.

Publicidade

Outro fator relevante é a ausência, em muitos casos, de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Como destaca Soares, isso torna ainda mais importante a análise do emissor e da estrutura da operação. Gonçalves complementa que avaliar o rating de crédito e o lastro dos ativos é fundamental para reduzir riscos.

Quais os produtos protegidos pelo FGC?

O FGC cobre depósitos e alguns títulos de crédito emitidos por instituições financeiras, até R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição (limite global de R$ 1 milhão a cada 4 anos).

Estão cobertos:

  • Certificado de Depósito Bancário (CDB);
  • Recibo de Depósito Bancário (RDB);
  • Letra de Câmbio (LC);
  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Depósitos à vista (conta corrente);
  • Depósitos de poupança;
  • Depósitos a prazo (com ou sem emissão de certificado);
  • Letras hipotecárias (LH);
  • Letras imobiliárias garantidas (LIG).

Já os produtos não protegidos são:

  • Debêntures;
  • Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI);
  • Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA);
  • Fundos de investimento (incluindo fundos de renda fixa);
  • Tesouro Direto (títulos públicos);
  • Cotas de FIDC;
  • Notas comerciais (commercial papers);
  • Operações estruturadas (como COE).

A renda fixa digital não substitui a tradicional, mas surge como complemento. A recomendação dos especialistas é de uso estratégico, dentro de uma carteira diversificada. “A ideia não é abandonar a renda fixa tradicional, mas complementar com uma alocação tática”, diz Rhaiza.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Renda fixa
  • renda fixa digital
Cotações
14/05/2026 12h08 (delay 15min)
Câmbio
14/05/2026 12h08 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Itaú lança cartão para altíssima renda da Mastercard com até 7 pontos por dólar

  • 2

    Tesouro Selic ou Tesouro Reserva? Veja quais títulos do Tesouro Direto servem para reserva de emergência

  • 3

    Saíram na hora errada? Maioria dos fundos que bateram o Ibovespa perdeu investidores em 12 meses

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em queda de 1,8% e dólar dispara com áudio vazado de Flávio Bolsonaro

  • 5

    Banco do Brasil no 1T26 hoje: veja o que pode destravar preço da ação na crise no agro

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o 1º lote da restituição do IR 2026: é possível receber pagamento via Pix, desde que cumpra esta regra
Logo E-Investidor
1º lote da restituição do IR 2026: é possível receber pagamento via Pix, desde que cumpra esta regra
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: o trabalhador consegue sacar 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas?
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: o trabalhador consegue sacar 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas?
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: endividados podem usar até R$ 1 mil do FGTS? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: endividados podem usar até R$ 1 mil do FGTS? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos podem receber a restituição ainda em maio; entenda como e quando
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos podem receber a restituição ainda em maio; entenda como e quando
Imagem principal sobre o Restituição do Imposto de Renda 2026: quem tem e-mail como Pix pode receber o pagamento? Entenda
Logo E-Investidor
Restituição do Imposto de Renda 2026: quem tem e-mail como Pix pode receber o pagamento? Entenda
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 1º lote da restituição é liberado ainda em maio; veja a data exata
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 1º lote da restituição é liberado ainda em maio; veja a data exata
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: endividados podem usar FGTS para pagar contas atrasadas; entenda quanto é possível sacar
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: endividados podem usar FGTS para pagar contas atrasadas; entenda quanto é possível sacar
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: quem ganha até R$ 8.105 pode participar do programa para aliviar dívidas; entenda como
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: quem ganha até R$ 8.105 pode participar do programa para aliviar dívidas; entenda como
Últimas: Investimentos
Saíram na hora errada? Maioria dos fundos que bateram o Ibovespa perdeu investidores em 12 meses
Investimentos
Saíram na hora errada? Maioria dos fundos que bateram o Ibovespa perdeu investidores em 12 meses

Juros altos, traumas recentes e busca por segurança levaram investidores a abandonar fundos de ações mesmo após a recuperação da Bolsa

12/05/2026 | 05h30 | Por Daniel Rocha
Tesouro Selic ou Tesouro Reserva? Veja quais títulos do Tesouro Direto servem para reserva de emergência
Investimentos
Tesouro Selic ou Tesouro Reserva? Veja quais títulos do Tesouro Direto servem para reserva de emergência

Novo Tesouro Reserva chega com liquidez imediata, funcionamento 24/7 e sem marcação a mercado

11/05/2026 | 15h38 | Por Isabela Ortiz
'Queremos ultrapassar a barreira de 10 milhões de investidores', diz secretário do Tesouro sobre o novo produto
Investimentos
'Queremos ultrapassar a barreira de 10 milhões de investidores', diz secretário do Tesouro sobre o novo produto

Novo título lançado pelo Tesouro Nacional, B3 e Banco do Brasil permite aplicações a partir de R$ 1 e operação 24 horas por dia

11/05/2026 | 11h48 | Por Isabela Ortiz
Tesouro Reserva estreia com operação 24x7 e sem oscilação; novo título promete mudar reserva de emergência no Brasil
Investimentos
Tesouro Reserva estreia com operação 24x7 e sem oscilação; novo título promete mudar reserva de emergência no Brasil

Novo produto do Tesouro Direto permite aplicações a partir de R$ 1 e está disponível inicialmente no Banco do Brasil

11/05/2026 | 10h25 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador