
Os mercados internacionais operam em queda nesta última sessão de agosto, pressionados por dados fracos de confiança do consumidor nos Estados Unidos e pela cautela em torno da política monetária americana.
Embora a inflação medida pelo Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) tenha vindo em linha com as expectativas, os juros longos dos Treasuries (títulos de dívida emitidos pelo governo norte-americano) avançam, enquanto o dólar oscila diante do feriado americano na segunda-feira.
Na Europa, a perspectiva de manutenção dos juros pelo Banco Central Europeu (BCE) e rumores sobre aumento de impostos no Reino Unido contribuem para o viés negativo dos ativos.
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No Brasil, o Ibovespa desvia o foco da escalada comercial e mantém trajetória positiva, sustentado pela expectativa de corte da taxa básica de juros Selic. A alta é reforçada por ações de peso como Petrobras, Vale e bancos, que se beneficiam de mudanças regulatórias.
O dólar sobe influenciado pela formação da Ptax e pelo aumento das preocupações fiscais, enquanto os juros futuros operam com leve viés de queda. Por volta das 13h40, o principal índice da B3 avançava 0,64%, aos 141.947 pontos, e o dólar subia 0,40%, cotado a R$ 5,43.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, Raízen (RAIZ4) e Cosan (CSAN3) se destacam com forte valorização após anunciarem a venda de duas usinas em Mato Grosso do Sul, operação que contribui para a desalavancagem das companhias.
O setor bancário também avança, impulsionado pela equiparação regulatória entre fintechs e bancos, que reduz a assimetria competitiva.
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Já Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3) seguem caminhos opostos após divergências contratuais no Uruguai. Hapvida (HAPV3) sobe com melhora operacional, enquanto Embraer (EMBR3) recua diante do risco de retaliação comercial por parte dos Estados Unidos.
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