Os mercados internacionais operam sob viés defensivo nesta quarta-feira (14), refletindo tensões geopolíticas e incertezas sobre a independência do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, após o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) acima do esperado reacender pressões sobre a política monetária americana.
O PPI subiu 0,2% em novembro ante outubro, acumulando alta de 3% em 12 meses, enquanto o núcleo ficou estável. Embora o dado não indique aceleração significativa, reforça a leitura de inflação persistente e mantém o Fed em posição cautelosa. O temor de interferência política surge porque o governo americano tem sinalizado desejo por cortes de juros, o que poderia comprometer a autonomia da autoridade monetária. Nesse cenário, Wall Street recua, investidores migram para Treasuries, títulos do tesouro americano – levando as taxas para baixo, e o dólar oscila próximo da estabilidade ante pares.
Na Europa, as bolsas avançam apoiadas pela demanda por commodities, enquanto o petróleo mantém alta próxima de 1%, sustentado pelo prêmio de risco geopolítico.
Por aqui, o Ibovespa descola do exterior e sustenta ganhos, apoiado pela valorização do petróleo e pelo leve avanço do minério de ferro, que impulsionam Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3). No câmbio, o dólar chegou a tocar R$ 5,42 após notícia sobre suspensão de vistos pelos EUA, mas devolveu a alta e ronda os R$ 5,38.
Por volta das 14h15, o Ibovespa subia 1,02%, aos 163.621 pontos, enquanto o dólar avançava 0,12% frente ao real, cotado a R$ 5,38.
Entre as ações do Ibovespa, o setor financeiro lidera ganhos, apoiado pelo fluxo estrangeiro. Petrobras avança com a alta do petróleo Brent, enquanto Prio (PRIO3) se beneficia de recomendações positivas. Vale e siderúrgicas sobem com exportações chinesas acima do esperado, embora CSN ON registre queda.
No varejo, Lojas Renner (LREN3) reage à melhora de recomendação no mercado, enquanto Azul (AZUL54) despenca após anúncio de reestruturação acionária, mantendo tendência negativa.
Publicidade