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O mercado global encerrou a sessão desta quinta-feira (16) em um ambiente ainda marcado por cautela e volatilidade, apesar de algum alívio pontual no noticiário geopolítico. Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam com ganhos limitados, após o presidente Donald Trump sinalizar que o próximo encontro com o Irã pode ocorrer já neste fim de semana e indicar uma possível extensão do cessar-fogo, caso as negociações avancem.
No campo das commodities, o preço do petróleo no mercado internacional terminou em alta, sustentado por temores logísticos e riscos ao fluxo de oferta em rotas relevantes, em um contexto ainda frágil no Oriente Médio. Já as commodities metálicas contaram com o apoio de dados positivos vindos da China —com Produto Interno Bruto (PIB) e produção industrial acima do esperado.
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No Brasil, o Ibovespa não acompanhou o leve tom positivo de Wall Street e fechou em queda, devolvendo os ganhos do início do pregão. Após abrir em alta, o índice virou ao longo do dia, pressionado pela perda de fôlego dos mercados externos, pela alta dos juros globais e pela realização de lucros, em um mercado que vinha operando em níveis esticados. Ao término do pregão, o principal índice da bolsa brasileira registrava desvalorização de 0,46%, aos 196.819 pontos, com giro financeiro de R$ 30,3 bilhões.
No câmbio, o dólar frente ao real fechou próximo da estabilidade, aos R$ 4,99 (+0,01%). Já a curva de juros futuros encerrou em alta ao longo de todo o trecho, combinando um ambiente internacional mais conservador com fatores domésticos, como um leilão mais volumoso de títulos prefixados.
Os indicadores locais ficaram em segundo plano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) veio em linha com as expectativas e teve impacto limitado sobre os preços, diante da predominância do cenário externo sobre bolsa, juros e câmbio. Entre as ações do índice, o desempenho foi misto. Petrobras (PETR3; PETR4) liderou os ganhos, embalada pela valorização do Brent, mantendo o setor de óleo e gás no campo positivo —fator que evitou uma queda mais intensa do Ibovespa.
Na outra ponta, os bancos passaram a pesar no índice, refletindo a migração do investidor para uma postura mais defensiva e a abertura da curva de juros. A Vale (VALE3) chegou a operar em alta, acompanhando o movimento do minério após os dados mais fortes da China, mas perdeu força ao longo do dia, com investidores adotando cautela antes da divulgação da prévia operacional do 1T26, após o fechamento.
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