No exterior, os mercados atravessam uma sessão instável: o apetite por risco perdeu tração à medida que as sinalizações sobre uma possível reabertura de diálogo no Oriente Médio seguem sem cronograma claro, mantendo a volatilidade elevada.
Nesse ambiente, o petróleo retoma força com receios sobre restrições logísticas e custos de fluxo em uma rota relevante de escoamento, enquanto o dólar avança de forma moderada e os juros dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, sobem, refletindo prêmio de incerteza.
Na Ásia, dados acima do esperado — com Produto Interno Bruto (PIB) chinês e produção industrial mais firmes — ajudaram commodities metálicas, mas não foram suficientes para “blindar” o humor global. Em Nova York, os principais índices acionários reduziram as altas, com investidores recalibrando posições diante do noticiário externo.
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Por aqui, o dia começou com tom construtivo e o Ibovespa chegou a operar em alta, mas virou para queda acompanhando a perda de fôlego em Wall Street e a realização de lucros em um mercado que vinha esticado. No câmbio, o dólar voltou à faixa de R$ 5,00, em sintonia com a melhora da moeda americana no exterior e a alta do petróleo. Já os juros futuros operam em alta desde a abertura, combinando o ruído externo com um leilão doméstico mais volumoso de prefixados.
Indicadores locais como o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) vieram em linha com o esperado e ficaram em segundo plano diante do peso do cenário externo sobre bolsa, Depósito Interfinanceiro (DI) e câmbio. As 14h40, o Ibovespa operava em queda de 0,50% aos 196.747 pontos, com a força do petróleo segurando Petrobras (PETR3; PETR4) na ponta positiva e evitando um recuo mais profundo.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, Petrobras lidera os ganhos do índice embalada pela valorização do Brent, puxando junto outras petroleiras e sustentando o setor de óleo e gás no campo positivo. Na outra ponta, bancos passaram a pesar no índice com a virada do mercado para um modo mais defensivo. Vale (VALE3) chegou a acompanhar o impulso do minério com os dados mais fortes da China, mas perdeu força ao longo da manhã, com investidores à espera da prévia operacional do 1T26 após o fechamento.
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