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Ibovespa renova máxima histórica com IPCA-15 benigno e fluxo estrangeiro

Inflação mais fraca fecha a curva de juros, impulsiona bancos e leva o índice a novo recorde

As bolsas em Nova York iniciam a tarde sem direção única e os mercados da Europa levemente positivos, enquanto o petróleo avança perto de 1% e o ouro oscila com realização após ganhos recentes. O dólar perde fôlego globalmente, em meio a expectativas para a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) amanhã e as tensões geopolíticas, movimento que favorece moedas de países emergentes.

As taxas dos Treasuries, título do tesouro americano, sobem em parte da curva, refletindo cautela antes do comunicado do banco central americano.  No pano de fundo, há incertezas fiscais nos EUA e sinais mistos de balanços corporativos, o que mantém a volatilidade elevada.

Por aqui, o IPCA‑15 de janeiro em 0,20% (abaixo da mediana de 0,22%) reforça a leitura de desinflação e reacende a discussão sobre início do ciclo de cortes, ainda que a aposta majoritária para amanhã seja de Selic estável.  Com isso, a curva de juros futuros fecha: Depósitos Interfinanceiros (DIs) longos renovam mínimas e o mercado embute maior probabilidade de flexibilização de política monetária a partir de março.

O real se valoriza com o dólar à vista na casa de R$ 5,22, somando diferencial de juros ainda atrativo e fluxo de estrangeiros. Entre as commodities, o petróleo em alta ajuda a sustentação de petroleiras.

Às 14h25, o Ibovespa operava em máxima histórica aos 182.960 pontos, uma alta de 2,37%.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, o dia é de alta liderada por bancos, que sobem perto de 3% com apoio do alívio inflacionário e do fluxo estrangeiro para blue chips, em sessão de novos recordes para o índice. Petrobras (PETR3; PETR4) acompanha a valorização do petróleo e avança, enquanto Vale (VALE3) sobe apesar de ruídos operacionais recentes, amparada por leitura de baixa materialidade e expectativa por relatório de produção após o fechamento.

Entre as cíclicas, ações dos setores de varejo e consumo ganham tração com a perspectiva de custos financeiros menores, com destaques como Assaí (ASAI3), Smart Fit (SMFT3) e construtoras.  No setor de educação, Yduqs (YDUQ3) lidera altas após elevação de recomendação por player do mercado, com Cogna (COGN3) no mesmo embalo.

No noticiário corporativo, Embraer (EMBJ3) avança com assinatura de memorando de entendimentos na Índia, enquanto casos pontuais como dividendos na União Pet (AUAU3) e agenda societária do GPA (PCAR3) também repercutem; a amplitude é grande, com a vasta maioria dos integrantes do índice no campo positivo.

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