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Ibovespa engata alta com vento externo a favor, mas Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3) limitam ganhos

Bolsa avança 0,66% perto das 14h, dólar recua a R$ 5,20 e curva de juros fecha após dias de estresse

A sessão desta quarta-feira (4) é de recuperação, após dias de forte aversão ao risco, com as bolsas de Nova York e Europa operando em alta. O petróleo cai em dia de realização, enquanto o ouro retoma compras defensivas e os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, permanecem pressionados.

No câmbio, o dólar perde força frente pares desenvolvidos e emergentes, em movimento de correção após a disparada recente. Nos Estados Unidos, a criação de empregos do relatório ADP (que antecipa o número de empregos) acima do esperado e índice de gerentes de compras (PMIs) mantêm a atenção sobre a trajetória da política monetária, reforçando a cautela com a atividade.

No Brasil, o Ibovespa acompanha o bom humor externo, mas com alta limitada pelo desempenho mais fraco de Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3), em meio à volatilidade das commodities. O dólar devolve parte da alta recente e recua para a casa de R$ 5,20, acompanhando o alívio externo e a melhora pontual no apetite a risco.

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A curva de juros futuros fecha em bloco — com alívio mais visível nos vértices intermediários e longos — refletindo a combinação de câmbio mais calmo e ajuste técnico pós-estresse. No radar, segue a discussão sobre o ritmo de cortes da Selic neste mês, com o mercado dividido entre movimentos mais graduais ou um passo ainda de maior magnitude. Com isso, às 14h20, o Ibovespa subia 0,86%, aos 184.670 pontos.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, os grandes bancos mostram recuperação, apoiados tanto pelo humor um pouco melhor quanto pela decisão do Banco Central que permite abater, dos compulsórios, valores antecipados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — medida que ajuda a preservar liquidez do sistema. Papéis mais sensíveis à atividade doméstica (varejo, construção e educação) ganham tração com a queda dos juros futuros.

Na direção oposta, a queda das petroleiras reflete a fraqueza momentânea do Brent e, no caso de Prio (PRIO3), ainda a leitura de produção mensal mais fraca, enquanto a Vale segue pressionada, apesar de sinais mistos do minério de ferro. Entre os destaques positivos de resultados, RD Saúde (RADL3) e Auren (AURE3) sobem após resultados considerados robustos.

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