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Mercados globais encerram com cautela após bolsas internacionais aprofundarem perdas e renovarem expectativas de inflação

Ibovespa não foi diferente e fechou em queda de 0,91%, aos 177.653 pontos, revertendo o sinal do último pregão

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Os mercados globais encerraram a sexta-feira (13) com forte sentimento de cautela, após uma piora generalizada nos negócios nas últimas horas da sessão. Em Nova York, as bolsas aprofundaram as perdas à medida que o petróleo ganhou ainda mais fôlego, renovando a pressão sobre as expectativas de inflação e ampliando o movimento defensivo entre os investidores.

A combinação entre a 2ª leitura mais fraca do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA —que mostrou avanço anualizado de apenas 0,7% no 4T25 —e a persistência do núcleo do Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) reforçou o desconforto sobre o início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

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Com o barril novamente orbitando a casa dos US$ 100, o sentimento de incerteza aumentou, especialmente diante do risco de novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio ao longo do final de semana.

No Brasil, o ambiente externo negativo acabou se sobrepondo ao impacto inicial da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de janeiro, que havia surpreendido positivamente ao avançar 0,3%. Apesar do dado mais forte na margem, a leitura setorial ainda mostra fragilidades, especialmente nos serviços prestados às famílias, segmento mais sensível ao ciclo econômico. A cautela prevaleceu, e os ativos locais acompanharam o tom mais pesado do exterior.

Ao término do pregão, o Ibovespa consolidou queda de 0,91% aos 177.653 pontos, com giro financeiro de R$ 29,2 bilhões, refletindo perdas praticamente generalizadas entre as blue chips, ações de empresas consolidadas com grande liquidez na Bolsa de valores. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) recuaram, em linha com o humor global e após o anúncio de reajuste do diesel, que adicionou volatilidade ao índice.

No câmbio, o dólar fechou com valorização de 1,41%, aos R$ 5,32 no mercado à vista, acompanhando a busca por proteção global e a intensificação da aversão ao risco. Na renda fixa, os juros futuros avançaram ainda mais, combinando o impacto do petróleo mais caro, o fortalecimento do dólar e os dados domésticos um pouco mais firmes, num ambiente pré-Comitê de Política Monetária (Copom) que segue exigindo cautela.

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