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Mercados globais fecham sem direção única com tensões geopolíticas e alta do petróleo

Valorização do Brent reacende temor inflacionário no exterior, enquanto cenário doméstico mais sensível aos juros pesa sobre a Bolsa brasileira

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Os mercados globais encerraram a terça-feira (26) sem direção definida, à medida que investidores ajustaram o apetite ao risco diante da retomada das tensões geopolíticas, que recolocaram o petróleo no centro das atenções. O Brent avançou mais de 3% no dia, reacendendo preocupações com possíveis impactos inflacionários, embora a percepção de espaço para soluções diplomáticas tenha evitado movimentos mais bruscos.

Em Wall Street, o desempenho foi mais construtivo, com as ações de tecnologia sustentando o tom positivo do mercado, enquanto as bolsas europeias fecharam de forma mais cautelosa. No câmbio, o dólar seguiu próximo da estabilidade frente a moedas fortes.

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No Brasil, o Ibovespa não acompanhou o exterior e encerrou em queda, refletindo um ambiente doméstico mais sensível à dinâmica de juros. A alta do petróleo trouxe suporte parcial às ações de energia, mas o recuo do minério de ferro pesou sobre empresas ligadas a metais e limitou o desempenho do índice.

Ao fim do pregão, o Ibovespa recuou 0,69%, aos 176.589 pontos, com giro financeiro de R$ 22,2 bilhões. A curva de juros manteve inclinação de alta ao longo da sessão, acompanhando a leitura de risco inflacionário no curto prazo, em linha com o movimento das commodities energéticas. No câmbio, o dólar avançou 0,17% frente ao real, cotado a R$ 5,03, refletindo a postura mais cautelosa dos investidores locais.

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