Os mercados internacionais operam com viés mais construtivo nesta sessão, refletindo sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, movimento que reduz prêmios de risco e pressiona os preços do petróleo. A commodity recua de forma expressiva diante da expectativa de normalização gradual do fluxo energético global, enquanto investidores retomam posições em ativos de maior risco.
As bolsas da Europa e da Ásia encerraram o dia em alta. Nos Estados Unidos, os mercados à vista e os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, permanecem fechados devido ao feriado, o que reduz a liquidez global. Nesse ambiente, o dólar perde força frente a outras moedas, acompanhando o alívio nas preocupações inflacionárias ligadas à energia.
No Brasil, o cenário externo mais benigno favorece os ativos locais. O Ibovespa avança moderadamente, embora limitado pela queda das ações ligadas a commodities, especialmente petróleo e mineração. A forte desvalorização do Brent reduz pressões inflacionárias e impulsiona a queda dos juros futuros, abrindo espaço para desempenho mais positivo de setores sensíveis ao ciclo doméstico, como bancos e consumo.
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No câmbio, o dólar recua frente ao real, em linha com o movimento global, embora perca intensidade ao longo do dia diante de ajustes externos e da ausência de novidades mais concretas no noticiário internacional.
Por volta das 15h (de Brasília), o Ibovespa avançava 0,62%, aos 177.310 pontos, enquanto o dólar caía 0,39%, cotado a R$ 5,00.
Entre as ações do índice, o principal destaque negativo vinha do setor de óleo e gás, pressionado pela queda acentuada do petróleo após o avanço das negociações internacionais, que reduz o temor de restrição na oferta global. Em contrapartida, bancos e empresas mais expostas à atividade doméstica sustentavam desempenho positivo, beneficiados pela trajetória mais comportada dos juros futuros.
A liquidez reduzida no exterior, contudo, limita movimentos mais amplos nos mercados ao longo da sessão.
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