Os mercados lá fora seguem em modo defensivo nesta sexta-feira (15), com investidores buscando proteção diante do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, o que empurra o petróleo para alta ao redor de 3% e reacende preocupações com inflação global. Nesse pano de fundo, os rendimentos dos Treasuries avançam e o dólar ganha força contra pares, refletindo um ambiente de maior aversão ao risco e menor apetite por renda variável.
Ao mesmo tempo, a leitura do mercado sobre a relação entre Estados Unidos e China permanece cautelosa após sinais considerados limitados/ambíguos da reunião entre os líderes, mantendo as bolsas internacionais pressionadas. Commodities metálicas também perdem fôlego, reforçando o viés mais conservador do dia. Com esse pano de fundo as bolsas de Nova York e Europa recuam.
No Brasil, a sessão acompanha o exterior: o Ibovespa opera no vermelho desde cedo, com a combinação de dólar mais forte e juros globais mais altos reduzindo o apetite por risco local. No câmbio, o dólar volta a operar acima de R$ 5,00, em movimento associado a realocação para renda fixa e sinais de fluxo menos favorável para bolsa.
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A curva de DI abre em praticamente toda a extensão, puxada pelo estresse externo e pela alta do petróleo (que eleva o “prêmio” de inflação), embora o dado de serviços mais fraco ajude a segurar parte da pressão nos vencimentos mais curtos. Com vencimento de opções no radar, a tendência é de maior volatilidade intradiária, especialmente perto do fechamento. Com isso, perto das 14h10, o Ibovespa recuava 0,80% aos 176.945 pontos, enquanto o dólar avançava 1,66% aos R$ 5,07.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, o avanço do Brent dá tração às petroleiras, com Petrobras (PETR3; PETR4) em destaque e pares do setor acompanhando o movimento, ajudando a amortecer a queda do índice no dia. Em contrapartida, a abertura dos juros futuros – em linha com a piora externa e o receio de inflação mais resistente – pressiona bancos, que figuram entre as principais baixas da sessão.
O bloco de mineração e siderurgia também perde força, influenciado pela queda do minério de ferro e pelo tom mais cauteloso do mercado com a demanda, afetando nomes como Vale (VALE3) e siderúrgicas.
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