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Comportamento

Como o mercado de trabalho está mudando para os americanos negros

Demorou 9 anos para que a taxa de desemprego entre negros voltasse aos níveis antes da crise de 2008

Por E-Investidor

04/06/2022 | 7:00 Atualização: 02/06/2022 | 11:42

Fila de pessoas buscando emprego. Foto: Werther Santana/Estadão
Fila de pessoas buscando emprego. Foto: Werther Santana/Estadão

Matthew Boesler, Jonnelle Marte e Catarina Saraiva, Washington Post Bloomberg – As perspectivas de emprego para os americanos negros melhoraram desde 2020. Essa é a boa notícia.

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A má notícia é que as conquistas alcançadas nos últimos dois anos – desde que o assassinato de George Floyd provocou um acerto de contas nos Estados Unidos sobre justiça racial – parecem tão frágeis como de costume. Na verdade, a inflação está ameaçando derrubar os avanços no mercado de trabalho conforme os formuladores de políticas respondem a uma reação contra o aumento dos preços.

Embora os protestos tenham atraído milhares de pessoas para as ruas em 2020 e ajudado a colocar as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores negros no centro das atenções, a maioria dos especialistas aponta a ajuda financeira do governo e o aquecido mercado de trabalho dos EUA durante a pandemia como motivadores dos avanços coletivos para eles e outros grupos.

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Uma medida fundamental acompanhada por economistas mostra que a taxa de emprego dos americanos negros em “idade economicamente ativa” – 25 a 54 anos – saltou para 77,4% em abril, a maior em 22 anos. Apesar de estar bem abaixo da medida equivalente para os americanos brancos, o aumento reduziu a diferença entre os dois indicadores para o menor já registrado, em dados que remontam a 1994.

É um sinal de que o mercado de trabalho mais aquecido em gerações está tornando “mais caro para as empresas fazer distinções contra candidatos a empregos afro-americanos”, de acordo com Algernon Austin, diretor do departamento de raça e justiça econômica do Centro de Pesquisa Econômica e Política (CEPR, na sigla em inglês) em Washington.

A taxa de desemprego de negros também voltou aos níveis anteriores a pandemia. Depois da recessão de 2008-09, demorou nove anos para que a taxa de desemprego entre negros voltasse aos níveis que predominavam antes da crise da bolha imobiliária. Desta vez, foram necessários apenas dois.

O número ficou em 5,9% em abril – abaixo dos 6% registrados para o grupo em fevereiro de 2020, antes do início da pandemia de covid-19 fechar estabelecimentos por todo o país.

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Contudo, o abismo econômico entre negros e brancos continua. E, para muitos, a esperança criada pelo movimento Black Lives Matter vem se esvaindo com outros assassinatos racistas, inclusive o tiroteio em massa deste mês em Buffalo.

A taxa de desemprego de mulheres negras, que estão entre os trabalhadores mais atingidos nos primeiros meses da pandemia, caiu de 16,6%, em maio de 2020, para 5%. Mas ainda está bem acima da taxa de 2,8% observada entre as mulheres brancas.

“No geral, estamos vendo que, francamente, muitos trabalhadores negros são capazes de aproveitar o mercado de trabalho aquecido e a forte demanda dos empregadores para conseguirem empregos que demorariam muito mais tempo para conseguir em crises anteriores”, diz Joelle Gamble, economista-chefe do Departamento do Trabalho dos EUA.

Parte da diferença desta vez está relacionada à resposta do governo americano e do Federal Reserve (Fed).

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Em vez de escolherem uma recuperação longa e prolongada com todas as suas consequências desproporcionais para os americanos negros – como fizeram na recessão de 2008-09 – os legisladores entraram em cena durante os surtos de covid-19 com enorme apoio financeiro para as famílias dos EUA, transferindo trilhões de dólares para elas por meio de cheques de estímulo e programas de seguro-desemprego bastante expandidos. Isso cobriu as despesas constantes do consumidor na economia, o que, por sua vez, proporcionou uma base para a recontratação daqueles que haviam perdido seus empregos há pouco tempo.

“Nesta recuperação, é menos provável que vejamos as cicatrizes de trabalhadores desempregados durante longos períodos de tempo”, diz Joelle.

A taxa de emprego entre os americanos negros também pode ter recebido um impulso desta vez devido ao impacto incomum que a pandemia teve nas contratações na indústria, segundo Evgeniya Duzhak, economista do Fed de São Francisco.

Segundo uma análise publicada no site do banco em 16 de maio, Evgeniya descobriu que o desemprego entre negros não aumentou tanto em termos relativos quanto seria esperado durante a pandemia. Isso ocorre “em parte porque mais de 25% dos homens negros estão empregados em cargos de produção, transporte e manuseio de materiais, e essas profissões se saíram melhor que o setor de serviços”.

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Mas agora, o avanço corre o risco de ser desfeito em um esforço máximo para controlar a inflação.

Os formuladores de políticas econômicas na Casa Branca e no Fed estão mudando suas prioridades de reconstrução da força de trabalho para controle das pressões dos preços por meio de medidas de austeridade – que ameaçam desacelerar ou até mesmo reverter o avanço recente no emprego.

Republicanos e democratas, entre eles o senador Joe Manchin, rejeitaram o Build Back Better do presidente Joe Biden, um pacote abrangente que incluía várias iniciativas de criação de empregos e teria acrescentado mais gastos públicos, mencionando a necessidade de abrandar a inflação.

Talvez ainda mais importante seja a resposta do banco central. O presidente do Fed, Jerome Powell, e seus colegas iniciaram um rápido ciclo de medidas cada vez mais restritivas e estão alertando que o combate à inflação por meio de taxas de juros mais altas provavelmente levará ao aumento da taxa de desemprego e talvez acabe provocando outra recessão.

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Para observadores como William Spriggs, professor de economia da Universidade Howard e economista-chefe da Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais, isso representa um risco existencial para todo o esforço de construção de uma economia mais inclusiva, cuja necessidade tem sido dramaticamente enfatizada pelos acontecimentos dos últimos dois anos.

“Ainda somos os últimos a ser contratados, então se você aumentar a taxa de desemprego, isso apenas irá desfazer todas as conquistas”, disse Spriggs. “Qual é o sentido do mercado de trabalho aquecido? É a condição necessária para a ascensão [da população] negra.”

Tradução de Romina Cácia

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