Em coletiva de imprensa após decisão de subir juros em 50 pontos-base, Lagarde explicou que a maior parte dos componentes do núcleo inflacionário subiu. Segundo ela, os preços globais de energia devem permanecer elevados no curto prazo, o que agrava o quadro geral. Persistentes gargalos na cadeia produtivo e o enfraquecimento do euro também foram citados como responsáveis pela tendência.
“Mas olhando mais à frente, na ausência de novas rupturas, os custos de energia devem se estabilizar e os gargalos de oferta devem diminuir, o que, juntamente com a normalização da política em curso, deve apoiar o retorno da inflação à nossa meta”, assegurou.
A dirigente acrescentou que o mercado de trabalho permanece forte e que, apesar de um aceleração gradual nos últimos meses, o crescimento dos salários segue “contido”. “A maioria das medidas das expectativas de inflação a mais longo prazo situa-se atualmente em cerca de 2%, embora as recentes revisões acima da meta de alguns indicadores justifiquem um monitoramento contínuo”, disse.