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Investimentos

Poupança: veja quanto rende de R$ 1 mil a R$ 15 mil com Selic a 13,75%

Nesta quarta-feira (26), o Copom decidiu em manter a taxa básica de juros a 13,75% ao ano. Veja simulações

Por Daniel Rocha

26/10/2022 | 18:37 Atualização: 26/10/2022 | 18:54

(Foto: Envato Elements)
(Foto: Envato Elements)

Pela segunda reunião consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic a 13,75% ao ano. O patamar elevado da taxa básica de juros torna atrativo os investimentos de renda fixa, exceto os rendimentos da poupança.

Leia mais:
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  • Selic: quase todos produtos de renda fixa têm rendimento real; veja qual é o melhor
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Ao contrário dos títulos públicos e privados, a Selic em dois dígitos não influencia na rentabilidade desta classe de ativos, o que torna esse investimento defasado em comparação a outros produtos financeiros.

Por uma decisão do Banco Central (BC), adotada em 2012, a rentabilidade da poupança varia conforme o patamar da taxa Selic. Ou seja, quando a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5%, o rendimento corresponde a 70% da taxa de juros mais a taxa referencial.

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No entanto, quando a Selic estiver acima de 8,5% a.a, a rentabilidade muda e passa para 0,5% ao mês mais o pagamento da taxa referencial (TR). Na prática, a mudança traz um retorno de apenas 6,17% em um ano.

Com a mudança, R$ 3 mil aplicados na caderneta de poupança renderiam apenas R$ 15 em um mês. Caso o investidor queira um retorno ainda maior, precisaria esperar pelo menos três anos para ter um ganho acima de R$ 500.

A rentabilidade também não segue expressiva mesmo com aportes de maior valor. Se o investidor decidir aplicar R$ 6 mil, o retorno só irá atingir a casa dos R$ 1 mil em três anos.

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Apesar da baixa rentabilidade, há pessoas que utilizam a caderneta para realizar movimentações financeiras ou para guardar dinheiro. “A poupança ainda é um produto financeiro que as pessoas mais conhecem. A rentabilidade é uma questão secundária porque as pessoas precisam tirar o dinheiro da conta para não gastar”, afirma Leonardo Siqueira, superintendente de investimentos do Santander. “Se ele for guardar o dinheiro em um “cofrinho”, a rentabilidade seria zero. Então, já é alguma coisa”, acrescenta.

De acordo com os dados prévios do banco Santander, de todos os correntistas da instituição financeira que utilizam a poupança, 45% usam para realizar movimentações financeiras e 34% para guardar dinheiro. O restante que corresponde a 21% focam na rentabilidade.

Há investimentos melhores do que a poupança

Há outras opções de investimento mais interessantes do que a caderneta de poupança. Em momentos de alta de juros, como ocorre atualmente no cenário brasileiro, Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb, cita os títulos do tesouro direto pós-fixados que acompanham os reajustes positivos da Selic, o que os tornam mais atrativos em períodos sem perspectiva de cortes na alta de juros.

Já os prefixados, que oferecem uma rentabilidade fixa, podem oferecer um retorno abaixo da inflação em virtude das instabilidades econômica e política do Brasil.  “Nesse sentido, títulos prefixados são mais arriscados se comprados por investidores com menos conhecimento. Para reduzir o risco, os títulos pós-fixados são mais recomendados”, afirma Pascowitch.  Veja as melhores opções de tesouro direto nesta reportagem. 

Os títulos privados também devem estar no radar desse perfil de investidor. De acordo com Siqueira, os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) também performam de forma positiva em períodos de aperto monetário. Já as letras de crédito, como LCIs e LCAs, conseguem ser ainda mais atrativas porque, além de entregar uma rentabilidade atrelada ao CDI (que acompanha a movimentação da taxa de juros), assim como os CDBs, é isenta de imposto de renda (IR). 

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“As letras podem pagar 95% do CDI, mas o investidor não paga imposto. O rendimento para o investidor vem “cheio”. Ou seja, uma letra de 95% é equivalente a um CDB de 115% do CDI”, diz Siqueira. 

O problema é que essa classe de ativos os títulos de crédito privado  exige uma atenção mais aguçada dos investidores em virtude da complexidade e dos riscos atribuídos à sua operação. “É recomendável que só invistam em títulos de empresas de grande porte, boa reputação no mercado e que tenham cobertura de agências de rating e/ou bancos de investimento, que emitem opiniões sobre o nível de risco de cada título”, sugere Ivan Barboza, sócio-gestor do Ártica Long Term FIA.

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