Sinais de que a inflação, apesar da austeridade dos bancos centrais, ainda demora a ceder reforçam a cautela dos investidores no exterior nesta manhã de quarta-feira, impactando o desempenho das principais bolsas europeias e também os índices futuros de Nova York.
As apostas de que os juros nas economias desenvolvidas devem seguir em alta crescem – a probabilidade de um aumento de 0,25 ponto porcentual na taxa de juros americana em maio está em 83,4%, por exemplo – e fortalecem o dólar frente a maiorias das divisas internacionais.
Entre as commodities, os contratos futuros do petróleo operam em baixa de mais de 2%, refletindo as preocupações com a demanda mesmo em um cenário de queda nos estoques dos Estados Unidos, enquanto os preços futuros do minério de ferro recuaram 0,96% na madrugada em Dalian, cotados ao equivalente à US$ 112,74 por tonelada.
Agenda econômica
Brasil: A agenda contará com a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em reunião com investidores organizada pelo European Economics & Financial Centre (EEFC), em Londres (11h00). Entre os indicadores econômicos, destaque apenas para a produção industrial de fevereiro (9h00), cuja mediana do mercado indica contração de 0,2%, após queda de 0,3% em janeiro.
EUA: Entre os eventos previstos para o dia está o discurso da secretária do Tesouro, Janet Yellen sobre relação econômica com a China (11h15). Nos indicadores, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) publica o Livro Bege (15h00) e o Departamento de Energia informa os estoques de petróleo da semana passada (11h30). Na frente corporativa, destaque para o balanço do Morgan Stanley.
Europa: O índice de preços ao consumidor (CPI) do Reino Unido ficou em 10,1% no mês passado, ante 10,4% em fevereiro, acima da previsão de 9,8%. A inflação no Reino Unido tem sido mais persistente do que na zona do euro, cujo indicador veio dentro do esperado.