O movimento negativo para o papel começou após a companhia anunciar a precificação da sua oferta subsequente de ações, o chamado follow on. O processo, feito com o objetivo de captar recursos e melhorar a estrutura de capital do grupo, ocorre quando uma empresa que já possui capital aberto emite mais ações para serem negociadas no mercado.
A precificação da oferta da ex-Via, no entanto, decepcionou os investidores ao chegar a R$ 622,9 milhões, aquém do R$ 1 bilhão esperado. Com isso, os ativos passaram a derreter na Bolsa nos últimos dias, fechando a última quinta-feira (14) em cotação abaixo de R$ 1,00.
Quando isso acontece, os papéis entram para o grupo das chamadas penny stocks, correndo o risco de sanções se regras específicas da B3 não forem cumpridas. No caso, uma empresa não pode permanecer com ações abaixo de R$ 1,00 por mais de 30 pregões consecutivos. Caso isso ocorra, é necessário tomar medidas para que o ativo saia da faixa mínima de cotação por um período de pelo menos seis meses.
Enfrentando um ambiente de alta concorrência com outras varejistas, juros altos e prejuízos trimestrais, analistas recomendam fugir dos papéis. Fontes ouvidas pelo E-Investidor concordam que, para conseguir se recuperar, a companhia terá que fazer mais do que captar os R$ 622,9 milhões conquistados com o follow on. Entre os especialistas, no entanto, não há um consenso sobre a possibilidade de recuperação judicial do grupo. Veja mais detalhes nesta reportagem.
Vale lembrar que esta terça-feira é o último dia que as ações da Casas Bahia são negociadas sob o código VIIA3 no pregão. A partir de quarta-feira (20), o novo ticker será BHIA3.